A história e significado do #MambaDay, dia em homenagem ao lendário Kobe Bryant na NBA

Mamba Day: o dia em que se celebra o jogador de uma franquia só

Um dia que celebra um dos jogadores mais importantes da história do Los Angeles Lakers e descrito pela própria Jeanie Buss como “o maior Laker da história”. Kobe Bryant é inquestionável dentro de quadra. Dono de cinco títulos com a camisa purple and gold, Kobe foi eleito 18 vezes para o All Star Game e 11 vezes para All NBA Team. Além disso, o nome Bryant está cravado no Hall da Fama.

Sua morte precoce, aos 41 anos, abalou o basquete no mundo inteiro, mas o legado, história e sua influência continuam vivos. Títulos, números e história na NBA não se apagam e, além disso, continuamos vendo em quadra jogadores mentorados por ele e que cresceram com a “Mamba Mentality” enraizada em suas personalidades.

Neste 24 de agosto, o mundo celebra o “Mamba Day”, que combina as duas camisas usadas por Kobe durante sua carreira, eternizadas por ele e aposentadas pelo Lakers. A identificação com o Lakers é digna de filme e poucas vezes repetidas na NBA, especialmente atualmente, quando a troca parece tão comum, trivial e, até mesmo, natural. Foi duas décadas de Kobe Bryant no Lakers, o jogador de uma franquia só. Não é à toa que a mandatária expressa suas saudades do jogador que marcou a história de Los Angeles.

Era 1986, Kobe tinha apenas 18 anos e já chegou na NBA chamando a atenção. Primeiro, porque era, à época, o jogador mais jovem a entrar na Liga. Segundo, porque não demorou nada para que ele brilhasse ao lado do astro Shaquille O’Neal.
Usando a camisa 8, títulos e recordes quebrados. Foram três conquistas, em 2000, 2001 e 2002 e, ainda, um número absurdo cravado entre seus tantos feitos. Foi com sua “primeira” camisa que Kobe anotou 81 pontos em uma única partida, em jogo contra o Toronto Raptors. Apenas Wilt Chamberlein fez mais, os históricos 100 pontos em uma partida.

A mudança de número veio 10 anos antes de sua aposentadoria e ainda deu tempo de Kobe Bryant conquistar mais com ela. Em 2006, trocou o 8 pelo 24, número que ele usava quando era estudante. Sem Shaq a seu lado, Kobe Bryant sabia da responsabilidade, do protagonismo e estava pronto para assumir o “comando” do time sozinho.

E assim o fez. Mas teve que lidar com desgostos pelo caminho. Na temporada 2007/2008 conquistou seu único MVP após liderar o Lakers às finais da NBA. Parecia o roteiro perfeito para uma conquista gigante, mas ele parou em Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett e viu o título ser comemorado pelo maior rival, Boston Celtics.

A Mamba Mentality é conhecida, reconhecida e utilizada como premissa por muitos jogadores e Kobe a tinha como farol em sua carreira. Após a derrota para o Celtics, novamente ele focou em seus objetivos, como em toda a carreira, e a revanche não demorou. Em 2010, após sete jogos icônicos, foi a vez dele comemorar o título em cima do rival. Era o último título do “maior Laker de todos os tempos”.

Kobe se aposentou em 2016, mas seu rastro continuou vivo e ainda continua, mesmo dois anos após sua morte. São inúmeros os jogadores que o tem como ídolo e exemplo dentro de quadra. O jogador que tinha uma das mentalidades e foco em desempenho, atuação e resultado. O jogador que se entregou a uma única franquia e que marcou seu nome na história.

O Mamba Day celebra, em todo o mundo, o jogador que foi Kobe Bryant. Determinado, vencedor e que, principalmente para os fãs do Lakers, sempre estará vivo, seja nas duas camisas penduradas no teto do Staples Center, seja na história e memória de títulos e conquistas.

Kobe Bryant era inquestionável dentro de quadra.Fora dela, há muito o que se falar e esse assunto, nós contamos e discutimos em um outro momento. Mas, é sempre importante lembrar que, jogador e ser humano não são pessoas diferentes e suas atitudes fora de quadra, precisam ser lembradas, pesadas e contadas. Os números e títulos não serão esquecidos, mas que as atitudes fora de quadra também não sejam.