Adidas pode queimar estoque de $500 milhões de Yeezys após fim da parceria com Kanye West

Encerrar a parceria com a Yeezy de Kanye West foi catastrófico para a Adidas, mas ela não teve escolha

Kanye West e sua marca Yeezy eram uma grande fonte de dinheiro para a Adidas. No geral, o rapper conseguiu transformar a marca em uma das empresas de roupas esportivas mais modernas do mundo. Depois de anos de estagnação, a Yeezy elevou a Adidas ao ponto de vender mais do que a Jordan Brand. No entanto, tudo mudou agora que Kanye não está mais com a organização.

Claro, a Adidas não foi culpada pela decisão quando consideramos como o rapper estava mostrando amor por Hitler e fazendo outros comentários antissemitas, fazendo com que a marca não tivesse escolha a não ser encerrar a parceria. Dito isto, a marca sofreu um grande golpe em termos financeiros.

Capa Kanye West
Foto: Raymond Hall/GC Images

Segundos relatos, a marca tem um estoque de 50 milhões de dólares em Yeezys. Esses produtos ainda têm a marca de Kanye neles, o que significa que eles não podem vender os calçados sem o consentimento de Ye. Apenas algumas semanas atrás, circularam rumores dizendo que ambos os lados haviam chegado a um acordo sobre a venda dos tênis. No entanto, nada realmente se materializou a partir disso.

Agora, de acordo com o NY Post, a Adidas pode literalmente queimar esse estoque avaliado em 500 milhões de dólares. A Adidas não seria a primeira empresa a incendiar seu produto. Vários varejistas, incluindo Burberry, Coach, Victoria’s Secret, Louis Vuitton e Nike, optaram por destruir o estoque que não foi vendido como forma de eliminar o excesso de oferta.

A Adidas pode optar por renomear seus tênis Yeezy e tentar vendê-los com desconto, disseram analistas ao Washington Post. Antes dos comentários de West, os tênis podiam ser vendidos por cerca de R$ 1200 reais cada.

Qualquer esforço para revender “Yeezys” sob um novo rótulo traz seus próprios riscos, de acordo com o analista da Wedbush, Tom Nikic. “Isso pode sair pela culatra para eles do ponto de vista de relações públicas”, disse Nikic à agência. “Ainda pareceria que eles estavam lucrando com a colaboração de alguém que fez declarações anti-semitas flagrantes.”

Sair da versão mobile