Conheça o rapper carioca SV, um das promessas do rap em 2018

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O rapper carioca SV, nascido na Zona Norte do Rio de Janeiro, surge na cena como uma das promessas para 2018. O artista lançou apenas 6 faixas até agora, mas todas as canções vem ganhando um certo destaque.

O rapper que se inspira em artistas do samba, diz que não ouve muito rap nacional para não acabar afetando no seu jeito de escrever, mas assumiu que se inspira em alguns nomes do rap internacional como Travis Scott, Migos, Smokepurpp e Gucci Mane, deu uma entrevista para nosso portal e contou um pouco sobre sua curta carreira até aqui.

Como você começou?

“Na real essa parada de querer fazer música ta na minha mente desde pequeno.
Eu era viciado em Claudinho e Bochecha com uns 4 anos de idade, achava maior barato o jeito que eles faziam a parada.

Aí fui crescendo, ouvindo outros músicos, outros estilos musicais, lembro que meu pai comprou o primeiro pc pra gente, naquela época eu não tinha tanto acesso a essas paradas que tem hoje em dia né, era um pc do tempo das cavernas e olhe lá, comecei em um windows 98, fazia umas paradas no Battery 3, ficava sampleando som antigo, pegava escondido os cd de música antiga da minha avó, catava as músicas pra fazer batida, isso molecão ainda, na minha época de terceira série.

Mas o que fez você já começar nessa de produção? Era algo que você também gostava?

Então, o que me incentivou a produzir na real foi que eu ouvia muita música antiga e sempre achava que dava pra fazer outras músicas com as melodias delas e na época eu ouvia muito funk e alguns raps, não ouvia tanto rap como hoje em dia e no funk todo mundo sampleia tudo né, Aí comecei a passar isso com batidas de rap.

Mais pra frente comecei a ouvir muito Marcelo D2 e percebi os beats sempre eram sampleados, isso me deu muita inspiração pra fazer beat. Hoje em dia eu crio tudo pra não precisar procurar sample. Um produtor que eu me inspiro muito hoje em dia é o Metro Boomin, não tem como, o cara é um gênio.

– Você teve alguma inspiração para a faixa?

Então, na minha família ninguém apoia essa parada, esse negócio de eu querer viver de música, e eu tenho isso na minha cabeça desde molecão, sempre pensei positivo, e eu fico muito bolado por eles não acreditarem no meu sonho, não só eles, mas muita gente deve pensar que você não vai conseguir fazer uma parada que você almeja tanto, mas eu penso muito além, então tava num momento de estresse com isso tudo e outros motivos pessoais, aí joguei tudo nas linhas e fiz essa faixa!

Como você definiria suas músicas?

Som champante que a galera vai ouvir e se identificar com as paradas ditas na música!

Existe algum assunto preferido?

Então, na real eu gosto de falar de tudo, me expressar de todas as formas possíveis nas músicas, jogar no som o que eu esteja passando, ou algo que aconteceu e eu acho que vai ficar legal num som, e a rapaziada se identifica né, é muito bacana isso, de coração mesmo!

Quais são suas inspirações nacionalmente e internacionalmente?

Po, nacionalmente eu ouço muito samba e pagode. Fui criado com meu pai ouvindo Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Jovelina Pérola Negra, Arlindo Cruz… E minha mãe sempre ouviu muito Pagode né, aí já viu, viciei nessas músicas. Mas também ouço bastante Djavan, Jorge Ben Jor, Jorge Vercillo, Cássia Eller… E de Rap Nacional eu ouço pouco pra não acabar afetando no jeito de escrever, E de Internacional eu ouço muito Smokepurpp, Travis Scott, Migos, Gucci Mane, essa rapaziada braba.

O que você planeja para 2018?

Trabalhar demais em som, clipe, tudo que puder para vim o reconhecimento do que eu faço, vai ser o ano do trap, tenho fé nisso, muitas metas, muito trabalho duro pela frente!

Confira algumas faixas do rapper.