Exclusivo: Marcelo D2 reflete sobre volta do Planet Hemp e revela todos detalhes de novo álbum ‘JARDINEIROS’

Marcelo D2 contou que unir seus amigos o fez reviver para a música

Após mais de vinte anos desde a última vez que foi possível dar a notícia de um lançamento do Planet Hemp. A banda que é liderada por Marcelo D2 e BNegão, que marcou o rock nacional dos anos 1990 e não colocava um álbum na praça desde 2000, lançou, no fim do mês passado, “Jardineiros”, um disco com 15 faixas inéditas, D2 falou conosco com exclusividade e revelou como surgiu essa ideia de juntar novamente o grupo.

“A ideia de voltar foi em 2019, na pandemia. Um pouco  depois de chegar o verme (Bolsonaro). A gente chegou e falou que temos que ter opinião, mas chegou a pandemia e achamos que ficou tudo muito pesado, ainda mais para uma banda de palco”, revelou o artista que ainda lembrou sobre o quanto esse disco é diferente de tudo o que a banda fez.

Capa planet hemp

“Estava falando com o Bernardo que o Planet Hemp não é uma banda que queremos nos enquadrar, pelo o contrário, a gente quer incomodar. É um disco diferente de tudo que fizemos, bastante maduro, diverso, mas é a cara do Planet Hemp com muitas coisas novas. Tem samba, tem música com  a MC Carol,  e tem o DNA da banda com aquela coisa de combate, ácida e sarcástica mesmo”, falou D2.

Antes do lançamento do álbum o grupo disponibilizou para público o single “DISTOPIA”, juntamente com o rapper CrioloD2 contou que  sentiu já na gravação a sintonia com o artista paulista.

“Essa música com o Criolo escolhemos para ser a primeira porque estava mais pronta, é interessante e o Criolo arrebentou na música. Brincamos até que ele já era do Planet Hemp Na capa do disco a gente fez tipo uma mitologia da banda com vários artistas diferentes.”, começou a falar o artista.

“A ideia do disco era escrever sobre distopia porque era uma ideia que perneava a cabeça, mas começamos a ver que na verdade deveríamos fazer uma utopia. O disco se chama jardineiro e a ideia é que a gente precisa plantar, semear e cuidar para depois colher. O jeito que a gente está vivendo este momento não está dando. A gente tem que ser agente de união, não de separação”, disse.