Fala Tu CHS: ‘CHAOS’, Bloco 7, Nectar Gang, Batalha da Lapa, projetos futuros e +

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CHS é o vulgo de Gustavo, que criou o vulgo por ser abreviação de Criminal High School, abreviação que criou com mais dois amigos. O integrante do Nectar Gang e Bloco 7, CHS além de MC e grafiteiro, também é designer e pai.

Recentemente, CHS lançou o EP “CHAOS” e compartilhou com o Rap + algumas curiosidades sobre o EP, a Batalha da Lapa, Bloco 7, Nectar Gang e muito mais. Confira abaixo!

 

Andressa: Como foi o processo de criação do projeto e o significado do nome?

CHS: O nome CHS é uma abreviação de CHAOS, uma sigla que eu e mais 2 amigos inventamos, que significa Criminal High School, isso quando tinha 13, 14 anos morava em Irajá e gostava de pixar.

Eu sou nascido e criado na LAPA e todos que já frequentaram o bairro sabem que ele é um verdadeiro caos, a criação do EP foi justamente isso, mostrar o quanto poderia ser harmônico e caótico ao mesmo tempo, já que no néctar temos um som bem pesado e eu tava querendo fazer algumas faixas mais leves, digamos assim.

Andressa: Em seu EP “Chaos” tem uma faixa com o nome de “Ali Bomaye”, com participação do Shaw. Há alguns comentários no youtube afirmando ser sobre Muhammad Ali, é verdade? Se sim, como surgiu a inspiração para falar de um ícone do esporte e de ativismo negro?

CHS: A faixa Ali bomaye fala exatamente disso, de superação, ambição, etc. 

Eu escutei o beat e tava lendo algo sobre Muhammad, então fiquei repetindo a frase “ali bomaye” e encaixou certo, fiz a letra pensando nisso também, passar uma ideia de luta, vivência, superação. Convidei o Shaw, ele curtiu a ideia e escreveu também.

 

Andressa: O projeto teve uma resposta positiva dos fãs que estavam ansiosos por novas músicas sua, qual é o seu sentimento em relação a isso?

CHS: Me senti a sensação de dever cumprido, porque demorei uma conta pra fazer ele, fiz umas 13 faixas e separei 7 só pra lançar, as melhores que eu achei. Queria deixar ele dinâmico e bem variado sobre os temas. Eu curto escrever sobre assuntos diferentes, acho que consegui mostrar bem isso no EP.

 

Andressa: Se tem algo curioso no Bloco 7, são suas gírias. Como você se sente quando percebe que o público está reproduzindo gírias faladas por vocês?

CHS: O público reproduzir nossas gírias, nosso jeito de falar, nossas roupas é um sinal que eles se identificam com nossa vivencia. Acho ótimo! Que artista não quer isso? Acho que o Bloco 7 tem muita originalidade, arrisco ate dizer que, do Brasil, seria a crew de Hip hop mais original. De la saíram varias tipos de artes, beats desenhos, ilustrações, roupas, etc.

 

Andressa: Você é bastante envolvido com arte, com o grafite. Como foi sua experiência, positiva? Quais foram os principais problemas enfrentados? E qual influência do grafite você traz para suas músicas hoje?

CHS: Meu interesse no movimento Hip Hop começou por causa do graffiti, eu desenho desde muito pequeno, cresci na LAPA frequentei o CIC onde rolava a batalha do real e vários encontros de RAP do RJ, lá era o melhor lugar pra você aprender sobre hip hop, toda nata da cultura urbana tava lá, desde pixadores, grafiteiros, MCs, b-boys, DJ’s… enfim, quem viveu aquela época de CIC sabe o quanto foi importante pro crescimento da cena.

Os problemas que enfrentei com graffiti foram só os preço das tintas [risos] eram muito cara, ficava difícil você passar um desenho elaborado pro muro, exigia uma grana que eu não tinha. Hoje eu tento falar sempre um pouco de arte em geral nas rimas, mas sempre faço questão de sempre ter alguma arte envolvida nos lançamentos, uma camisa, algum adesivo, alguma pintura, algum poster, etc.

 

Andressa: Você é um dos fundadores da Batalha da Lapa. Como nasceu a batalha?

CHS: A batalha da lapa nasceu de uma ideia minha e meu mano Tigo, do Catete, de recomeçar a roda de rima da Lapa, que estava parada. Então juntamos uns amigos e fizemos o evento rolar toda quinta, no período de 2010  ate 2013.

 

Andressa: Quais são os frutos da Batalha da Lapa que você colhe hoje em dia? E do freestyle?

CHS: Lá foi nosso encontro pra formar o nectar e começar os trabalhos na cafe crime, muitos mcs passaram por la, muitos beatmakers e organizadores de eventos também, então trouxemos muitos contatos de la.

 

Andressa: O que podemos esperar do CHS em 2018?

CHS: Em 2018 ainda tem alguns trabalhos pra executar, clipes, shows e outras participações. Quero lançar outro EP ou mixtape. A piramide também tem muito material pra soltar ainda. Até o final do ano quero lançar mais drops da TRAMA, enfim muito trabalho pela frente ainda. O reconhecimento do publico escutando o EP me da mais gás pra fazer mais trabalhos assim!

 

 

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