Outro dia, outro jovem negro assassinado.

Neste momento, parece que todos os dias no Brasil e no mundo há uma manchete diferente de um assassinato de um negro inocente por brancos que, ironicamente, se sentiam “ameaçados” de alguma forma por um ato inofensivo, então passaram a assassinar em antecipação. Desta vez, um jovem adolescente latino/negro com o nome de Elijah Al-Amin, foi brutalmente esfaqueado por um homem branco que não tinha interação prévia com ele, mas se sentiu “ameaçado” por sua música.

Ontem, agentes da lei do Arizona prenderam e acusaram Michael Paul Adams, de 27 anos, pelo assassinato premeditado de Elijah, de 17 anos. De acordo com o Arizona Republic, Adams teria supostamente cortado a garganta do menino e o esfaqueado repetidamente com um canivete em um posto de gasolina em Circle K. Registros no tribunal revelam que Adams disse aos investigadores que ele se sentia “ameaçado” pelo hip-hop e rap que o adolescente estava ouvindo, explicando que ele acredita que as pessoas que fazem ou curtem rap são uma ameaça para ele e sua comunidade.

Supostamente, Adams tentou justificar o ato monstruoso, racista e preconceituoso dizendo que ele estava sendo “proativo, não reativo”, como aquele gênero específico que o faz sentir “inseguro” depois de ter sido atacado por ouvintes do rap no passado.

De acordo com o The Root, Al-Amin tinha acabado de terminar seu turno no Subway às 23h30 e visitou sua namorada antes de ir para o Circle K por volta de 1h42. Imagens de vigilância da loja de conveniência revelam Al-Amin andando na loja, apenas para ser ameaçadoramente seguido por Adams alguns segundos depois. Depois que Adam supostamente esfaqueou o adolescente, Al-Amin saiu da loja tragicamente, onde desabou perto dos tanques de gasolina.

As autoridades dizem que ele foi então transportado para um hospital próximo, onde ele foi declarado morto por volta das 02h05 da quinta-feira. Depois de uma breve busca, os policiais afirmam que encontraram Adams coberto de sangue e supostamente admitindo que ele estava “envolvido” no assassinato desprezível.

Em uma entrevista comovente com a KVOAO, o pai de El Amin descreveu seu filho como “um bom menino”. “Ele queria ser gerente de hotel”, ele disse, “ele queria se mudar para Seattle, ele queria mudar de lugar”. Elijah Al-Amin teria completado 18 anos em duas semanas.

Foi revelado que Adams teve uma extensa história criminal, que inclui roubo, conduta desordeira, agressão com arma e agressão a um oficial de correções. Ele foi libertado da prisão na terça-feira para exames, já que seu advogado tentou alegar que não tinha acesso a serviços de saúde mental, mas uma declaração de um porta-voz do Departamento de Correções do Arizona contestou dizendo que Adams “não estava” seriamente doente mentalmente. Michael Paul Adams está sendo mantido preso com uma fiança estabelecida em US$ 1 milhão.