Mano Brown reúne Thiaguinho, Salgadinho e Marquinhos Sensação em novo episódio de seu podcast

O rapper Mano Brown se junta em pot-pourri ‘ao vivo’ de sucessos do Sensação, Katinguelê e Exaltasamba

No episódio do podcast Original Spotify Mano a Mano desta quinta-feira, 11, o rapper Mano Brown reúne Salgadinho, ex-vocalista do grupo Katinguelê; Marquinhos Sensação, intérprete consagrado do gênero e ex-líder do grupo Sensação; e o cantor Thiaguinho, ex-vocalista do Exaltasamba.

A conversa entre o MC e seus convidados revive grandes momentos do pagode no Brasil nos anos 90. E o show não podia faltar: Thiaguinho pega o violão, Salgadinho o cavaco, e Marquinhos canta junto com seus companheiros e também com Mano Brown sucessos do Sensação como Apelo e Pra Gente Se Encontrar De Novo, além de Remanso, do Katinguelê, e Estrela, do Exaltasamba. “Esse é o poder do samba!”, diz Brown. “A música é um acalanto para as pessoas”, afirma Salgadinho. “A música tem um poder muito forte na vida das pessoas”, completa Thiaguinho.

Pedro Dimitrow

Durante a conversa, Brown relembra como o pagode tomou conta das rádios e foi o gênero mais popular nos anos 90. “Vocês estavam muito alto! Chegavam e a gente saía (…) Eleni (Katinguelê) estava tocando na rádio forte. Eu reparava que quando o Racionais estava tocando, a música batia nos caras (negros) e voltava. Eles não estavam nem aí para as minhas ideias. Os caras choravam quando escutavam Eleni (…) vocês cutucavam a sociedade sem anestesia”, disse.

Salgadinho reflete sobre o espaço conquistado na época: “A gente estava ocupando espaços que a gente mesmo criou sem saber que a sociedade não aceitava (…) trazíamos mais empatia para nós, construindo uma história que a gente nem sabia”. Considerado o Imperador do Samba, o paulista Marquinhos se aventurou no Rio de Janeiro, uma região já consagrada no samba, e comentou sobre o desafio na carreira.

“Sair do comodismo é necessário. Se quiser ganhar um dinheiro razoável, vai em vários pagodes de São Paulo. Eu saí da minha zona de conforto: Fui para o Rio de Janeiro. Saí daqui sem nada (…) Lá é outro samba, a pancada é outra”, diz. “Cada lugar tem sua magia”, completa Brown.

Thiaguinho também recorda do momento que decidiu sair do Exaltasamba. “No melhor momento do grupo (Exalta), eu senti vontade de fazer algo diferente e tive coragem de sair”. Vindo de outra geração, Thiaguinho é diversas vezes elogiado pelos seus colegas de bancada durante o papo e diz que é recíproco, e que eles foram inspirações.

“Fui muito fã de todos vocês! Tenho até hoje uma toalha que você jogou (Marquinhos) e eu peguei no primeiro show de samba que fui, que foi do Sensação. Racionais me deu coragem de sair de casa com o peito aberto! Até hoje coloco para me encorajar. Então, quando tive a oportunidade, me dediquei 199%, assim como faço todos os dias da minha vida”, falou.

Nesta temporada do Original Spotify Mano a Mano, o MC continua recebendo personalidades de diferentes gerações, expandindo o diálogo com temas até então não explorados e também sempre dá um jeito de revelar o lado mais pessoal do convidado e da sua própria história.

O rapper, apresentador e escritor Emicida, a cantora Jojo Todynho, o cantor e ator Seu Jorge e o cineasta Jeferson De, os humoristas Felipe Kot e Yuri Marçal, o neurocientista Sidarta Ribeiro, a ex-presidente Dilma Rousseff e os jornalistas especialistas em Segurança Pública André Caramante e Cecília Oliveira já passaram pela segunda temporada.

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