Rapper NoName critica Beyoncé por explorar estética africana sem abordar problemas reais do continente

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NoName tem alguma preocupação com a entrega do álbum visual de Beyonce, “Black is King”.

NoName nunca foi de segurar sua opinião sobre tendências culturais. Após sua famosa briga com J. Cole sobre o papel das elites e celebridades negras nas manifestações anti-racistas, a rapper passou a criticar Beyoncé por suas visões contraditórias sobre capitalismo e pró-negritude. Agora, NoName está mirando o novo álbum visual de Bey, Black Is King que estreou na Disney+, por suas exposições excessivas de riqueza e exploração da estética africana.

Em um tweet publicado na manhã de sexta-feira, a rapper elogiou sarcasticamente o filme. “Adoramos uma estética africana envolta em capitalismo”, escreveu ela. “Espero que lembremos dos negros do continente cuja vida diária é impactada pelo imperialismo dos EUA. Se pudermos elevar as imagens, espero que possamos elevar aqueles que nunca serão capazes de acessá-las. Libertação negra é uma luta global.” A MC de 28 anos e nativa de Chicago, retweetou informações sobre protestos antigovernamentais ocorridos no Zimbábue, incluindo um post da Associated Press sobre uma jornalista proeminente do Zimbábue sendo presa durante os protestos.

Embora a entrega irônica da mensagem possa parecer ofensiva, o objetivo do tweet de NoName era criticar o uso da estética dos países africanos, ignorando simultaneamente a luta por reformas sistêmicas que ocorrem no momento. A mensagem de Black Is King foi certamente uma mensagem edificante para alguns, mas, em última análise, não investiga a situação em curso de reformas sociais e sistêmicas em muitos países africanos.

Veja os tweets abaixo.

https://twitter.com/noname/status/1289210082626920454?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1289210082626920454%7Ctwgr%5E&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.hotnewhiphop.com%2Fnoname-criticizes-beyonce-s-new-film-african-aesthetic-draped-in-capitalism-news.115270.html