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Revista Pitchfork detona álbum ‘Scarlet’ da rapper Doja Cat

Novo álbum de Doja Cat não foi muito bem recebido pela crítica especializada.

Doja Cat, a talentosa rapper conhecida por sua versatilidade e presença na cena musical, lançou seu aguardado álbum “Scarlet” e a revista Pitchfork está pronta para destrinchar cada detalhe deste lançamento. O título “Scarlet,” anteriormente conhecido como “First of All,” não só afirma as habilidades de Doja como rapper, mas também desafia qualquer um que já tenha duvidado de sua destreza nesse gênero musical. Apesar disso, ele não recebeu uma boa nota da revista.

O álbum, embora não seja um disco de colaborações, se revela uma experiência intensa e reativa. O texto da Pitchfork descreve “Scarlet” como um cruzamento entre o álbum “Anger Management” de Rico Nasty e “Reputation” de Taylor Swift, revelando um lado afiado e desafiador da artista. Doja Cat, em seu estilo característico, não deixa pedra sobre pedra e responde aos insultos e críticas passadas com agudeza e determinação.

Capa Doja Cat
FOTO: REPRODUÇÃO

Em “Scarlet,” Doja Cat mergulha em um estilo de rap que mistura influências do hip-hop tradicional com elementos contemporâneos, incluindo amostras de drill e cloud rap. O produtor Earl on the Beat, conhecido por suas colaborações com Lil Yachty, está por trás de quatro faixas, incluindo os singles “Paint the Town Red” e a apaixonante “Now Hills.” Por outro lado, Jay Versace oferece batidas que evocam o estilo old school da Costa Oeste em “97” e a cena de batidas de Los Angeles em “Often.” Com um orçamento generoso para samples, o álbum apresenta materiais clássicos, como a famosa citação de Ric Flair em “Balut” e um sample de Dionne Warwick na primeira faixa do álbum.

No entanto, mesmo com o talento inegável de Doja Cat, “Scarlet” é, segundo a Pitchfork, uma série de músicas com ritmos semelhantes que parecem repetitivas em comparação com os singles mais vibrantes do álbum. A performance vocal de Doja é dinâmica, com seu doce falsete e pronúncia nasal marcante, mas algumas letras podem soar como provocações infantis em um campo de batalha online.

A rapper Remy Ma, que anteriormente questionou as habilidades de Doja Cat como rapper, recebe uma alfinetada sutil em “Ouchies,” enquanto Doja também dedica parte de seu tempo a enfrentar seus próprios “superfãs extremistas” nas redes sociais. No entanto, a Pitchfork se pergunta se este álbum é realmente destinado a esse público, sugerindo que a maioria das faixas oferece letras pouco inspiradas e repetitivas.

A análise da Pitchfork conclui que “Scarlet” de Doja Cat tem momentos brilhantes, como o sucesso de Halloween “Paint the Town Red,” mas carece da diversão e inovação que se esperava do horrorcore. Talvez o álbum pudesse se beneficiar de mais colaborações com outros rappers online, como Rico ou JPEGMAFIA, para criar um ambiente mais agitado. Em última análise, “Scarlet” é um lançamento importante que solidifica a posição de Doja Cat na cena do rap, desafiando críticas passadas e provando seu valor como rapper e artista multifacetada. Embora possa não atender às expectativas de todos os ouvintes, ele oferece vislumbres do talento indiscutível de Doja e sua capacidade de reinventar seu som em um gênero musical sempre em evolução.

 

Fellipe Santos

Publicitário, carioca, apaixonado por hip hop e tatuagens
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