TuneCorre: SD9 e seu corre para se tornar um dos maiores nomes do Grime no Brasil

SD9 é o mais novo convidado do quadro TuneCorre!

A grande sensação do grime, no Brasil, SD9, é mais um artista que é o entrevistado do quadro TuneCorre x RAPMAIS, uma parceria com a distribuidora TuneCore, a maior distribuidora musical do mundo para artistas independentes, onde contamos a história dos artistas e um pouco do seu corre na cena independente. Confira as edições anteriores do quadro aqui!

No projeto, destacaremos o corre de um artista independente da cena nacional por semana e no final, os destaques do quadro serão peça central de um artigo especial da HypebeastBR, uma das maiores e mais conceituadas mídias sobre a cultura urbana do planeta. SD9 nos revela como começou o seu envolvimento com a cena.

“O início da minha carreira foi meio dificil porque não existia um grupo de pessoas que levantavam a bandeira do grime no Brasil, muito menos existia a mistura do grime com funk, puxando as referências dos proibidões e das putarias. Então quando eu fiz isso junto com o sh1ft lá na “Bad Boy” que foi meu primeiro trabalho, era meio difícil imaginar que essa mistura ia alcançar um patamar maior. Hoje você vê a proporção por exemplo que o “Brime” tem e os lugares que o Cesrv, Febem e o Fleezus tem tocado, em festivais com os grandes da musica brasileira”, começou a falar o artista que em seguida falou sobre sua ida para a Europa

“Eu vou esse ano para a Europa pela segunda vez. Dessa vez vou tocar na Boiler Room e aí você entende a importância que foi o meu álbum de estreia “40°.40” ter sido bem falado pela Pitchfork, ter chamado atenção lá de fora para a gente. então foi se abrindo um leque para outras pessoas fazerem essa mistura cada um da sua forma”, afirmou.

Uma das grandes curiosidades que sempre rondou o meio musical é a questão de onde os artistas tiram o os seus nomes artísticos. SD9 nos revelou como e o motivo que escolheu esse vulgo.

“SD vem de Soldado. Soldado foi meu primeiro vulgo que um mano meu cria do Alemão me deu. e esse vulgo tem um significado que eu acredito que todo mundo na vida é um soldado, desde a tia que é faxineira até o menor que está na boca. Tá todo mundo batalhando pelo seu, mas com passar do tempo abreviei pra SD pra ficar mais comercial e depois coloquei o 9 por causa que sou o muito fã do Ronaldo Fenômeno, dai que vem o “SD, O Fenômeno”, “SD9”, contou.

Foto @mariapaulafreire

O grime está em plena ascensão no Brasil, com muitos apontando que o subgênero vai dominar a cena em um futuro próximo. Ao investir nisso, SD9 acha que ele foge do que é visto como padrão na cena musical brasileira.

“Me vejo muito fora da curva tá ligado!? Minhas referências são outras, são diferentes das referências da maioria dos artistas. Eu não jogo o jogo porque eu sou o dono do meu jogo entendeu? Com as referências que eu busco pra minha música acredito que eu tenho capacidade de não só jogar o jogo da indústria, mas também de mudar ele a o meu favor.. Já fiz isso uma vez trazendo o grime e o proibidão. Sei que posso fazer isso mais vezes. é como Skepta diz “eu quero fazer barulho, quero dar uma balançada em tudo. porque é só disso que as pessoas vão lembrar. de como você muda o jogo””, falou o carioca, que ainda analisou a cena do grime.

“Na verdade eu acho que o grime ele é bastante nichado mesmo. aqui e na gringa existe um nicho. dei uma entrevista pra Rolling Stone uma vez em que eu disse que “grime não é pra quem quer ser, o grime é pra quem é” e eu acho que cada vez que passa o tempo isso fica mais claro. muitos pulam no grime, usam o grime as vezes como trampolim e no final seguem outros ritmos por ver que o grime é um genero nichado. Eu acho que a forma de fazer o grime ganhar mais espaço nos próprios artistas. Estáa na inovação. na pesquisa. no estudo. a musica a todo momento ela se reinventa. mesmo sendo um gênero nichado o grime tem como ser melhor explorado”, detalhou.

Foto @mariapaulafreire

O cenário do rap, trap, grime e driil está cada vez mais diverso. Com surgimento de diversos artistas, SD9 também passa a sua perspectiva de como está vendo a cena atual, principalmente no underground.

“Acho que a cena atual é muito promissora. vejo djs e mcs se empenhando ai pra poder conquistar seu espaço. Hoje em dia existe uma certa disputa e isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque se tem disputa é porque ta todo mundo querendo fazer acontecer, e ruim porque às vezes a disputa leva ao egocentrismo e faz as pessoas fecharem porta umas pras outras. tem espaço e público pra todo mundo. As plataformas de streaming e redes sociais deram essa oportunidade. eu espero que no futuro eu chegue num patamar onde as pessoas reconheçam de verdade a importância que eu tenho pro grime. Não que isso não aconteça. graças ao meu trabalho muitos me deram até o vulgo de “Rei Do Grime” e isso é maneiro, mas falo isso porque la na gringa eles reconhecem suas referências e seus pioneiros e aqui eu vejo que as pessoas tem mania de descredibilizar o que voce lutou pra conquistar, diminuir seu trabalho. Espero que isso mude e no futuro as pessoas aprendam a reconhecer e dar valor pros artistas independente de mídia ou de dinheiro.

Em um momento mais descontraído, SD9 fala que por trás dos palcos é mais o Max mesmo. Gosta de zoar o plantão dos outros, rir e fazer os outros rirem também. Ele confessa que é bastante explosivo e sem paciência às vezes também. mas é um moleque puro. Para finalizar ele nos revela seus planos para 2023;

“Acredito que ano que vem as coisas comecem a caminhar de uma forma diferente. Tenho já ideias de projetos novos e tal. É tirar da mente, colocar no papel e agir. e vamos pra cima que foguete não tem ré”, conclui.

Esse conteúdo é apoiado e patrocinado pela TuneCore. uma das maiores distribuidoras de música digital para artistas independentes do mundo, e fez sua expansão internacional ser ainda maior com o lançamento da TuneCore Brasil. Fundada em 2006, a TuneCore permite que artistas independentes distribuam suas músicas para a extensa rede de mais de 150 lojas digitais e serviços de streaming em todo o mundo, incluindo Spotify, iTunes/Apple Music, YouTube Music, Amazon Music, TikTok e Deezer.

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