ADL e MC Marechal falam sobre o Favela Vive 5 no Flow Podcast; confira!

ADL e MC Marechal destrincharam ideias a partir do Favela Vive 5 no Flow Podcast.

Na última sexta-feira (10), Lord e DK47, do grupo ADL, e MC Marechal participaram em bate-papo no Flow Podcast. Durante a conversa, contaram sobre o Favela Vive 5. O assunto surgiu quando Igor 3k, apresentador do programa, citou a atual edição do projeto como melhor em sua opinião, ao lado da terceira versão. DK, por sua vez, disse que admira muito a quinta edição devido ao momento do rap estar precisando de um som desse tipo.

“O [Favela Vive] 5 veio num momento agora que o rap estava precisando de um som assim, pelo momento da cena. Estão taxando que o rap de mensagem está ultrapassado. Se a gente fala coisas que acontecem desde 1900 e lá vai fumaça, e vai acontecer provavelmente até 2000 e pouco. Aí muita gente está achando que o rap de mensagem foi ultrapassado, que tá um pouco de mimimi, que a gente vê o lado negativo… acho que a gente não pega nada que não existe e começa a criar um problema para falar na música. Só passamos por alguma coisa e não deixamos ela invisível. Passou, incomodou; a gente tá vendo uma pessoa em situação de rua ali, tá incomodando; a gente bota isso na letra. A gente abre nossa porta, vê alguém passando fome, bota isso na nossa letra. Não criamos problemas pra ficar de mimimi, só não deixamos passar batido as coisas que a gente vê”, desabafou DK47.

Favela Vive 5: ADL, Marechal, Hariel, Major RD e Leci Brandrão
Foto: @madeira.beatriz

Completando, o artista opinou sobre a problematização do rap de mensagem, que, segundo ele, são todos os tipos, pois qualquer assunto que seja, incluindo balada e amor, será um conteúdo transmitido. “É que as pessoas batizaram como rap de mensagem o rap que, pra mim, é de protesto”, justifica. Segundo DK, o rap de protesto é aquele mais tenso devido a própria realidade violenta, que protesta, pede melhoria e que as coisas mudem. “Não tem como estar falando de um amigo que está preso rindo.”

MC Marechal compartilhou a sua forma de criar os versos: “Demoro muito pra escrever mas ao mesmo tempo eu não necessariamente escrevo, vou cantando e anotando no papel o que acabei de improvisar, então vou cantando muitas vezes. Comecei com essa frase, ‘cuidado com aqueles que falam em nome de Deus o que Deus nunca disse’, e depois fui escrever. Como eu estava cantando, no final eu não tinha a última parte e eu me arrepiei mesmo e falei ‘essa porra é arrepia que é Favela Vive’. Poderia soar um pouco prepotente talvez, mas eu senti essa parada, então escrevi.”

Confira a edição do podcast:

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