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Advogada que atacou nordestinos é exonerada da OAB

André Bernardo

A entidade também vai abrir processo ético-disciplinar contra a jurista

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A advogada Flávia Aparecida Rodrigues Moraes foi exonerada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Uberlândia do cargo de vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada. A punição ocorreu em consequência de vídeos publicados nas redes sociais que mostra a advogada fazendo afirmações xenofóbicas contra nordestinos. A advogada Flávia Moraes aparece, ao lado de outras duas mulheres, em um vídeo que viralizou nas redes sociais atacando o povo nordestino.

“Nós geramos empregos, nós pagamos impostos e sabe o que a gente faz? A gente gasta o nosso dinheiro lá no Nordeste. Não vamos fazer isso mais. Vamos gastar dinheiro com quem realmente precisa, quem realmente merece. A gente não vai mais alimentar quem vive de migalhas. Vamos gastar nosso dinheiro no Sudeste, no Sul ou fora do Brasil, que inclusive é muito mais barato”, disse Flávia.

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A decisão foi comunicada por meio das redes sociais pelo diretor presidente da entidade na cidade do Triângulo Mineiro, José Eduardo Batista. “Com relação aos lamentáveis fatos ocorridos envolvendo uma advogada que exercia o cargo de vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada em nossa subseção, após uma apuração dos fatos, tomamos as seguintes deliberações: exoneração da advogada do cargo que exercia e determinação da abertura de processos disciplinares em atenção às representações que nos foram enviadas por advogados e Uberlândia e região”, diz Batista em vídeo compartilhado no perfil da OAB Uberlândia no Instagram.

O defensor público Evaldo Gonçalves da Cunha, enviou uma nota à imprensa onde afirmou que a indenização será destinada a entidades de combate ao preconceito, racismo e xenofobia. A advogada também deverá se retratar das declarações pelas vias adequadas. “A ré propaga falas preconceituosas e discriminatórias, causando um constrangimento ao povo nordestino de magnitude imensurável”, destacou.

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Ainda no texto da ação, a Defensoria Pública declara que o objetivo do processo é “o reconhecimento dos direitos de milhões de brasileiros nordestinos, sejam os lá residentes ou os que de lá se originam, de terem respeitada a sua identidade, como corolário da dignidade da pessoa humana”.

Confira o post abaixo: