Arthur Lima rebate cobranças de Jamal e cita Michael Jackson como exemplo

Influenciador se defendeu nas redes sociais e afirmou que ajudou a levar o movimento para fora do país.

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.

O influenciador Arthur Lima gravou um vídeo nas redes sociais para rebater as recentes críticas e cobranças feitas por Jamal em relação à divulgação do “Passinho do Jamal”.

No pronunciamento, o influenciador afirmou que nunca declarou ser o criador do movimento, mas destacou seu papel em popularizar a dança para o público internacional.

Durante o desabafo, Arthur questionou a cobrança para marcar o idealizador em todos os vídeos que publica.

“Em nenhum momento eu citei que a dança era minha, que eu criei a dança. Eu já fiz até um story falando que eu não fui o criador, deixei a marcação dele e tudo mais”, explicou, resaltando também que compartilha os vídeos ao ver a repercussão fora do Brasil e perguntou se agora seria “proibido dançar o passinho”.

Para reforçar seu ponto de vista, ele usou um exemplo da música pop e pediu o fim dos ataques. “Michael Jackson criou o Moonwalk, ninguém pode fazer o Moonwalk agora, só o Michael Jackson pode fazer? Pelo amor de Deus, mano, para de vitimismo, para de se vitimizar”, disparou, sem saber que Michael não foi o criador do Moonwalk.

Ele também lamentou ofensas pessoais feitas por Jamal durante a polêmica. “Você chegou, ficou falando um monte de coisa aí, até da minha mãe tu falou, irmão. Em nenhum momento eu cheguei aqui e te desrespeitei”, completou.

Confira as aspas completa abaixo.

“Rapaziada, ó, venho aqui me pronunciar sobre o que tá acontecendo. Eu não ia falar nada sobre, mas vou ter que falar que infelizmente o pessoal não gosta de ver a felicidade de ninguém. Eu simplesmente fiz um vídeo reagindo o pessoal da gringa dançando passinho, que querendo ou não, eu que trouxe o movimento aqui pra fora, onde eu vou aqui na gringa o pessoal me reconhece pela dança.

E em nenhum momento eu citei que a dança era minha, que eu criei a dança. Eu já fiz até um story falando que eu não fui o criador, eu deixei a marcação dele aqui e tudo mais. Tava até vendo com ele da gente gravar junto. Sendo que, rapaziada, o pessoal não gosta de ver o outro feliz. Eu fiquei feliz porque eu vi o pessoal dançando, o pessoal vê meus vídeos, o pessoal me conhece pela dança também, e o pessoal me criticando porque eu fiz o vídeo, tá ligado? Não pode mais dançar esse passinho? É proibido dançar o passinho agora? Eu não tô sabendo.

Então, gente, eu não consigo entender que problema ele tem comigo. Então quer dizer que toda dança que eu fizer eu tenho que marcar ele? Gente, eu já cheguei aqui, já fiz a marcação. Não importa se eu marquei pequeno, se eu marquei grande. Marquei, na humildade expliquei a situação. Agora todo mundo que dançar, todo mundo que vem aqui e fazer esse passinho tem que botar lá?… Pô, o nome já diz: ‘Passinho do Jamal’.

Porque onde eu saio, o pessoal me conhece, o pessoal tira foto comigo… agora é proibido dançar a dança que ele criou, ninguém pode dançar, gente. Virgínia não pode dançar?… Irmão, você criou a dança só para você dançar? Ninguém pode mais dançar? A dança é sua, ninguém pode mais fazer a dança? Que loucura é essa? Todo mundo faz a dança para promover música, para um monte de coisa aí, eu venho, faço a dança, estouro a dança mundialmente aqui, todo mundo conhece a dança do Jamal, e ele vai ficar com raiva de mim, fica me xingando aí na internet?

Agora dançar é proibido, não posso mais dançar, não posso fazer nada. Michael Jackson criou o Moonwalk, ninguém pode fazer o Moonwalk agora, só o Michael Jackson pode fazer o Moonwalk? Pelo amor de Deus, mano, para de vitimismo, para de se vitimizar, irmão, para com isso. Cê falou que veio da favela, irmão, eu também vim da favela, irmão. Tenho 6 anos de internet, 7 anos de internet aí na caminhada também. Só porque eu tenho esse rostinho bonito, irmão, o que que eu posso fazer se Deus me criou assim?

Ele chegou falando que teve gente também se aproveitando da dança, que tá se aproveitando para fazer marca, música… Se tão se aproveitando, por que você não falou, não marcou o @ da pessoa que tá se aproveitando de você? Solta meu anjo, irmão, pelo amor de Deus. Tem que chegar aqui com respeito, com humildade, irmão. Não é chegar xingando os outros, fazendo baderna não, mano. Pelo amor de Deus, vamos chegar pelo certo, pai.

Não é assim que funciona não. Cê chegou, ficou falando um monte de coisa aí, até da minha mãe tu falou, irmão, o bagulho que tem nada a ver contigo tu falou, mano. Em nenhum momento eu cheguei aqui e te desrespeitei, falei mal de você, e nunca que eu vou fazer isso porque eu não tenho a mesma índole que você.”

Compartilhar este artigo