O acesso a medicamentos que contenham canabinoides é o tema de audiência pública nesta tarde na comissão especial criada para analisar o PL 399/15, que viabiliza a comercialização de remédios que contenham extratos, substratos ou partes da planta Cannabis sativa, popularmente chamada de maconha, em sua formulação.
Foram convidados para o debate:
– o diretor-executivo da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace Esperança, única entidade que conseguiu autorização judicial para cultivo da maconha para uso medicinal), Cassiano Teixeira;
– a coordenadora-geral da entidade de Apoio à Pesquisa e à Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi), Margareth Santos de Brito;
– a presidente da Associação de Cannabis e Saúde (Cultive), Cidinha Carvalho;
– o presidente da Aliança Verde (associação de pacientes), Rafael Evangelista Ladeira;
– o ex-deputado federal Givaldo Carimbão, que foi relator da Comissão Especial de Combate às Drogas;
– o jornalista, documentarista e especialista em política de saúde e de drogas Tarso Araújo, diretor do filme longa-metragem “Ilegal”, sobre um grupo de mães que luta para tratar a epilepsia de seus filhos com produtos da planta.
Os remédios à base da planta são indicados para o tratamento da epilepsia refratária, em que pacientes, geralmente crianças, enfrentam uma frequência alta de crises. Desde 2015, a Anvisa autoriza a importação de óleos e produtos à base de maconha para pacientes de Parkinson, autismo e dores crônicas. A compra dos remédios, no entanto, está apenas autorizada diante da liberação da Justiça.
O debate será realizado a partir das 14 horas no plenário 11 e permitirá aos internautas enviarem perguntas aos participantes.






