Justiça de Los Angeles decide que cantor D4vd irá a julgamento por assassinato de adolescente
A juíza Charlaine Olmedo determinou na última segunda-feira (27) que há provas suficientes para levar o cantor D4vd, cujo nome real é David Anthony Burke, a julgamento pelo assassinato de Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos. A decisão ocorreu ao fim de uma audiência preliminar de cinco dias em Los Angeles, nos Estados Unidos, conforme relatado pela Associated Press.
O artista de 21 anos responde por acusações de homicídio em primeiro grau com circunstâncias especiais, atos lascivos e abuso sexual contra menor de 14 anos, além de mutilação e desmembramento de cadáver. D4vd se declarou inocente e permanece preso sem direito a fiança. Uma nova sessão no tribunal foi agendada para 31 de agosto de 2026.
Troca de mensagens e ameaça de exposição.
Durante as audiências, onde deixou as pessoas em choque com fotos, fazendo até mesmo algumas pessoas sairem da audiencia, o detetive Corey Farrell, do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD), apresentou dados extraídos do iPhone e do iCloud do cantor. As investigações revelaram que o contato entre D4vd e Celeste começou em agosto de 2022, quando a jovem tinha 11 anos. Registros de janeiro de 2024 também indicaram que a adolescente engravidou aos 13 anos e realizou um aborto.
Na noite de 22 de abril de 2025, os dois discutiram após a menina descobrir que ele mantinha amizade com outra mulher. Celeste ameaçou expor a relação ilegal com o artista, enviando a mensagem: “eu vou acabar com a sua carreira e com a sua vida”.
Na manhã seguinte, 23 de abril, D4vd pediu um carro de aplicativo para levar Celeste até sua casa em Hollywood. Pouco depois das 10h, a jovem enviou o último texto ao cantor dizendo “girly pop estou quase chegando, abra a porta se estiver em casa”. Logo em seguida, o celular da garota parou de emitir sinal. A promotoria sustenta que ela foi morta no momento em que chegou ao local.
Argumentos da promotoria e posição da defesa.
A promotora Beth Silverman afirmou perante a juíza que o motivo do crime foi o pavor do cantor de ver sua carreira destruída caso o relacionamento com uma menor de idade viesse a público.
Os restos mortais de Celeste foram localizados em setembro de 2025 no porta-malas dianteiro de um veículo Tesla de D4vd, onde testes de DNA confirmaram a presença de sangue da vítima.
A defesa de D4vd contestou as acusações alegando que nenhuma testemunha ou imagem de câmera de segurança registrou a entrada de Celeste na residência ou confirmou a presença do cantor no imóvel durante a janela de tempo apontada pelos investigadores. O caso agora caminhará para o julgamento formal do réu.






