Essa é a segunda polêmica nesta semana envolvendo as forças armadas
O deputado Elias Vaz e o senador Jorge Kajuru enviaram uma denúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir apuração sobre uma compra de próteses penianas feita pelo Exército no valor de R$ 3,5 milhões. “Foi realizada (compra), lamentavelmente, e escondida. Achando que ninguém ia descobrir. Eu e o Elias entramos para descobrir. Conseguimos descobrir as provas desse absurdo”, disse Kajuru.
Conforme dados coletados junto ao Portal da Transparência e do Painel de Preços do governo federal, 2021 o ministério realizou três pregões eletrônicos para aquisição do produto. Já no dia 2 de março do ano passado, foram a autorizadas a compra de dez próteses, no valor de R$ 50.149,72 em cada peça. Essas próteses foram encaminhadas ao Hospital Militar da Área de São Paulo.

O fornecedor da primeira compra foi a empresa Boston Scientific do Brasil LTDA. Já a segunda compra foi fornecida pela Quality Comercial de Produtos Médicos Hospitalares LTDA. No último e terceiro pregão foi vencido pela Lotus Medical Distribuidora e Comércio de Produtos Médicos Eireli.
Em outra compra suspeita e surpreendente por parte do Ministério da Defesa para o Exército foi a do medicamento Viagra. O remédio é identificado nas compras por seu princípio ativo, Sildenafila, nas dosagens de 25 mg e 50 mg. O maior volume é destinado à Marinha (28.320 comprimidos); o Exército recebe 5 mil; e a Aeronáutica, 2 mil. Em resposta à publicação, a Marinha alega que as licitações “visam ao tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar”.
A pasta fez ainda aquisição de Minoxidil e Finasterida, os dois principais meios de combater a calvície masculina, por um custo de R$ 2,1 mil empenhados entre 2018 e 2020.
As compras viralizaram nas redes sociais nesta semana, mas o Exército ainda não se manifestou até o momento.






