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Diferença econômica é estampada em finais da Conmebol; 3 dos 4 finalistas são brasileiros e o que não é, é uma SAF

Futebol brasileiro domina a final da libertadores pelo terceiro ano consecutivo.

Mais uma vez o futebol brasileiro chega com força total no futebol da América do Sul. O Flamengo e Athletico Paranaense se enfrentarão em Guayaquil, no Equador, no dia 29 de outubro, Já no dia 1º de outubro, o São Paulo enfrenta o Independiente Del Valle pela final da Copa Sul Americana. Isso corrobora mais uma vez o domínio brasileiro no continente.

Vale lembrar que no ano passado, as decisões da Libertadores e da Sul Americana foram 100% brasileiras: Palmeiras x Flamengo e Athletico Paranaense x RB Bragantino. Os brasileiros começam a se distanciar tecnicamente também dos argentinos, principalmente River Plate e Boca Juniors, que nos últimos anos ainda conseguiam rivalizar e chegar às semifinais e finais da Libertadores. E isso tem tudo a ver com a crise econômica existente na América do Sul.

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“A desvalorização do peso, a inflação e o cachê baixo dos direitos de televisão ajudam a aumentar uma diferença económica cada vez maior”, disse o colunista argentino Andrés Burgo, um dos mais conhecidos por falar sobreo futebol no continente.

“O campeão da Copa da Argentina recebeu em prémios 2% do que ganhou o vencedor da Copa do Brasil”, revelou o jornalista. O Brasil se uma verdadeira ilha dentro do futebol sul-americano. Com cinco times entre os oito melhores do continente,

A Argentina, rival histórica do Brasil no futebol, conta com uma inflação de mais de 50% ao ano. Apenas em março de 2022, o número chegou a 6,7%, o maior índice dentro de um mês em 20 anos. Além da desvalorização cambial, o país sofre com o crescimento da pobreza, que atinge cerca de 40% da população. A nação que mais vezes conquistou a Libertadores, com 25 edições, levou o caneco só uma vez nas últimas seis temporadas.

Já o Independiente Del Valle em  2016, 10 anos após a compra do clube, chegou a final da Libertadores. No  caminho deixou para trás gigantes como Boca Juniors e River. No entanto, mais uma vez não deu para os equatorianos, que acabaram perdendo por 2 a 1 para o Atlético Nacional de Medelin.  Em  2019, o projeto alcançou sua maior conquista ao se sagrar campeão da Copa Sul Americana. No caminho derrotou mais um grande adversário Argentino, dessa vez, o Independiente de Avellaneda, o Corinthians na semifinal, chegou à final contra o Cólon e bateu o adversário argentino por 3 a 1.

A pandemia só acelerou esse processo já nos diferenciava dos demais países do continente. A grana é muito, mas muito maior, pelas bandas de cá do que pelo restante da América. Maior mercado da região, temos os melhores acordos de TV, de patrocínio e, claro, vendemos jogadores a preço mais elevado para o mercado europeu e, mais recentemente, norte-americano.