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Eduardo Bolsonaro recomenda novo álbum de Kanye West “Jesus Is King”

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.

Essa não é a primeira vez que um líder da direita apoia o novo projeto de Kanye.

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A relação entre Kanye West e a família Trump tem sido polarizadora. Muitos fãs do Kanye parecem ter separado os ideais políticos do rapper-produtor de seu talento, enquanto ele elogia o presidente Donald Trump e sua família. A visita anterior de Kanye à Casa Branca enquanto usava o boné vermelho “Make America Great Again” de Trump irritou muitos, juntamente com seu apoio contínuo ao líder dos EUA e os comentários do rapper sobre a cultura negra e escravidão.

Recentemente vimos que Donald Trump Jr. mostrou que é um grande fã da arte de Ye e fez um elogio ao rapper. Trump Jr. disse que Kanye é um pioneiro e usou seu elogio ao projeto para atacar a esquerda americana. Agora, foi a vez do filho do Presidente Brasileiro Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, tecer alguns elogios ao disco do artista.

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“Voltando de SP após gravar para o programa do Ratinho que vai ao ar hoje estava ouvindo JESUS IS KING, novo álbum do Kanye West , falando de Deus, família e conservadorismo, recomendo ?” disse Eduardo em sua conta no Twitter. Provavelmente o deputado deve ter visto os comentários de Trump Jr. e resolveu dar uma atenção ao disco gospel de Kanye.

Atualização:

Minutos depois, Eduardo voltou a elogiar as músicas de Kanye no Twitter. “As músicas do Kanye West são legais e bem variadas, tem umas mais calmas também.”

Em notícias relacionadas, recentemente Kanye West se sentou para uma entrevista aonde acusou a esquerda de fazer lavagem cerebral nos americanos. Embora já tenhamos abordado algumas das notáveis opiniões do rapper, um ângulo recente vem sendo discutido, sinalizando a convocação de Kanye contra o Partido Democrata, partido da esquerda americana e de Barack Obama. Sem dúvida, um combustível para aqueles que defendem Kanye como um herói da direita, ainda é muito difícil tirar conclusões da linha de raciocínio de Ye.

Por volta dos dez minutos, Kanye mergulha no discurso político, lamentando valores culturais encontrados no hip-hop e na cultura negra em geral. “A cultura tem focado tanto em f*der a vadia de alguém, andar em um carro estrangeiro e fazer rap sobre coisas que podem te deixar preso, e depois falar sobre a reforma prisional. Fizeram uma lavagem cerebral em nós, mano”, explica ele. “Qual é, cara, este é um homem livre falando. Os democratas nos fizeram votar nos democratas em troca de vale-refeição por anos, mano! Do que você está falando? Armas nos anos 80, levando os pais de família para fora das casas, Plano B, diminuindo nossos votos, nos fazendo abortar nossos filhos. Não matarás!”

Embora ele nunca confirme completamente sua posição como republicano, ele certamente demonstrou sua voz sobre seus problemas com a esquerda americana aqui, até mesmo acusando o movimento de esquerda de convencer a comunidade negra em abortar seus filhos.

Como de costume, as idéias de Kanye chegam em rápida sucessão, fluindo de uma maneira que leva à consciência. Perto da marca dos quarenta e um minutos, Ye reflete sobre um tema que ele sempre revisitou, a ideia da escravidão moderna. “Há muitos tópicos sobre escravidão”, explica ele. “Ainda temos contratos de gravação, acordos de publicação, negócios de turnês, negócios de gerenciamento, negócios de rádio, que não somos os proprietários. Até que realmente possuamos nossa própria comunidade e realmente façamos uma Wakanda, isso vai levar mais do que uma cadeia de Jesus”.

Confira a entrevista completa abaixo.