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Empresária Nicole Balestro reflete crescente do cachê dos artistas

Por
Rodrigo Costa
Jornalista movido pela curiosidade, uso da paixão pela escrita e pela arte para expressar minhas observações e vivências, alinhando a ideologia do movimento hip-hop com o...
Foto: Reprodução/Instagram

Nicole Balestro afirmou que tem ficado cada vez mais difícil realizar eventos independentes.

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Diante da volta pela pandemia da COVID-19, aconteceu o aguardado retorno dos eventos. Entretanto, ao mesmo tempo, tem se tornado cada vez mais inviável a realização desses espetáculos de forma independente.

Na manhã da última quarta-feira (21), a empresária Nicole Balestro, ex-sócia da gravadora Ceia Entertainment, responsável pelas relações públicas do festival Cena 2K e fundadora do Pagode da Negrole, utilizou de seu perfil no X (antigo Twitter) para refletir as dificuldades encontradas neste meio.

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“Pensando uma coisa aqui… Sem polêmica! Daqui a pouco, somente os festivais vão conseguir contratar alguns artistas. Posso estar enganada, mas tenho falado com muitos empresários de eventos e contratantes e está cada vez mais difícil pagar cachês exorbitantes”, escreveu Nicole.

Foto: Reprodução/Instagram

“Nunca devemos dar preço ao trabalho dos outros, mas a conta não fecha. Você paga tal valor de cachê e o artista não vende nem duzentos ingressos. Como faz?”, questionou a empresária.

Na sequência, Nicole Balestro revelou que o assunto já vem sendo pautado entre empresários do meio. “Nessas várias conversas com empresários do entretenimento, já existe uma preocupação do futuro dos eventos. E minha teoria é: artistas vão ficar cada vez maiores na internet e ‘menores na rua’, porque vão se distanciar cada vez mais dos seus públicos.”

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“Como? Com cachê alto, somente os festivais vão conseguir contratar. Você para de democratizar o acesso com os ingressos caros e, a partir daí, cria uma nova forma de consumo de música; consome nas plataformas de streaming musical mas não assiste aos shows”, explicou.

Em seguida, ela refletiu a escolha de alguns artistas. “Claro que existem artistas que posicionam suas carreiras para isso, preferem fazer menos shows, mas com cachês altos. Mas considerando que a estrada é o termômetro, como ficaremos nesse caso?”.

“Esses dias entrei em contato com um artista e booker passou um cachê totalmente fora da realidade, sob o argumento de quantidade de ouvintes mensais – cuja soma inclui as participações. Dias depois, um amigo contratante me disse que esse artista vendeu quarenta ingressos na casa de shows dele. Que conta é essa?”, pergunta.

“Quarenta ingressos não é força de expressão, por isso acho que a tendência são festas autorais, como o Pagode da Negrole tem feito. Claro que nessas tomei no cu, porque o que vai ter de festa esse ano dos próprios artistas de pagode não é brincadeira”, conta Nicole.

Inclusive, artistas de nicho podem contratar minha agência para realizar turnê própria. Fazemos planejamento estratégico de lançamento focado em turnê com 100% de bilheteria e bar [risos]”, finaliza a empresária.

Confira os relatos e repercussão na íntegra nas publicações abaixo:

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