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Engenheiro do Complexo Alemão cria impressora 3D com sucatas de ferro-velho

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.

Jovem planeja levar desenvolvimento tecnológico às comunidades pertencentes ao Alemão, preenchendo um vazio identificado pelo jovem nas comunidades por onde transita.

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Com apenas 24 anos de idade e recém-formado em engenharia mecânica, Lucas Lima, morador do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, desenvolveu e construiu do zero uma impressora 3D feita de sucatas encontradas em ferros-velhos.

O jovem construiu três modelos capazes de imprimir os mais versáteis objetos tridimensionais, e com isso, garantiu o Prêmio Iniciativa Shell Jovem, uma premiação seleciona e alavanca negócios com potencial contribuição socioambiental. O morador do Alemão teve a ideia  de construir sua própria impressora 3D enquanto trabalhava em seu trabalho de conclusão de curso (TCC).

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Com o término da graduação, há cinco meses – tendo estudado em uma universidade privada, por meio de um projeto chamado Olimpíada do Saber, que oferece bolsas integrais em instituições de ensino superior parceiras aos alunos que conquistam os três primeiros lugares da competição, e sem dinheiro para comprar a desejada máquina para o TCC (orçada em R$ 17 mil), o jovem passou a pesquisar um jeito de fazer um equipamento semelhante, porém mais barato.

Após duas semanas quebrando a cabeça, ele desenvolveu um protótipo a um custo de fabricação de aproximadamente R$ 680 – 25 vezes mais barato que uma impressora 3D convencional!

“No início, ideia era fazer a impressora para mim mesmo. Mas, depois, dei uma palestra em uma escola pública de São Gonçalo sobre o trabalho e percebi que poderia fazer mais. Dei 20 minutos de palestra e respondi a duas horas de perguntas. Os alunos se interessaram muito”, relata o jovem.

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Daí veio a vontade de transformar a impressora 3D de baixo custo em uma iniciativa social, cuja produção se daria dentro da favela. Nascia ali a startup Infill, iniciativa premiada pela Shell. A empresa visa levar desenvolvimento tecnológico às comunidades pertencentes ao Alemão, preenchendo um vazio identificado pelo jovem nas comunidades por onde transita — por isso o nome Infill, que significa “preenchimento”, em inglês.

“A ideia é ter uma tecnologia 100% favela, mostrar que somos mais do que estatística de violência, somos o futuro”, diz Lucas.