Esposa de Mano Brown, Eliane Dias conta sobre o dia em que foi assaltada e levaram o seu carro

Eliane detalhou como teve calma e conversou com o ladrão sobre os riscos.

Em entrevista para um podcast, Eliane Dias, empresária musical, formada em direito e ativista pelo gênero e raça, falou sobre o dia em que ela foi abordada por um criminoso e teve seu carro levado nesse assalto. Ela falou que manteve a calma e pelo fato do rapaz aramado também não estar sobre algum efeito de entorpecentes, facilitou o diálogo.

“Uma vez fui assaltada. Eu tinha parado o carro, um Golf preto, e, quando o cara chegou dizendo que era assalto, falei que era mulher do Mano Brown. Se saísse comigo, muita gente iria atrás dele. Saí do carro e liguei pro Pedro Paulo, que perguntou onde eu estava e foi me encontrar. Em 15 minutos, tinha 20 motoqueiros atrás do meu carro. Duas horas depois, o encontramos”, contou.

Para o Rap Mais, Eliane Dias, falou anos atrás que a profissionalização no meio é extremamente necessária para a evolução do gênero. Ela, como empresária, cuida e exige de cada contratante uma comodidade e tratamento justa como seus artistas merecem.

“Quando eu comecei a empresariar os Racionais, cheguei tendo a ideia de abrir portas e caminhos. Por ter uma formação em direito, sempre tive uma postura bem firme com os contratantes. Passei a exigir carros bons, uma casa de show legal para o público ir, o mínimo de conforto e higiene que o público seja respeitado com banheiros limpos, entre outas coisas que precisava exigir. No início eles me falavam que sempre era de qualquer jeito e avisei que depois da minha chegada não seria mais. Queriam entrar no camarim antes dos shows e passei a permitir só depois, pois o artista tem que ter esse momento de concentração, ainda mais depois de 25 anos de carreira quando foi que comecei a ser empresária dos Racionais”, detalha.

Esposa do líder do Racionais, muitas pessoas têm a curiosidade de como é a relação entre Mano Brown e Eliane no meio profissional. A advogada revela que foi muito difícil, principalmente no começo, de conseguir mostrar ser imparcial.

“Eu pensava muito em focar pra não ser a Yoko e acabar com a banda. Pisava muito em ovos para ser imparcial. Nas reuniões a gente se comporta como empresários e não como casal.  No primeiro ano foi extremamente complicado e tivemos muitos desentendimentos, pois cheguei com uma visão jurídica, toda uma metodologia, tudo organizado e certinho. Mesmo assim, estava numa sistemática não empresarial, mas de respeito porque os Racionais eram respeitados no país inteiro, então respeitavam só a palavra deles e pronto. Como cheguei exigindo coisas que não eram comuns foi bem difícil”, revela.

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