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Faustino Beats lança seu segundo álbum de estúdio, “Vibes Vol. 1.”

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.

Artista vive o sonho da música em jornada criativa na capital paulista em seu novo projeto.

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Todo artista em ascensão tem um período necessário para se reafirmar e atingir o topo. É nesse contexto que o músico e produtor baiano Faustino Beats, nome artístico de Raí Faustino, lança seu segundo álbum de estúdio, intitulado Vibes Vol. 1. Seu primeiro trabalho, Kuro, foi lançado em 2017, mas o hit aconteceu em outubro do mesmo ano, quando lançou seu maior sucesso, “Nihil”, canção com mais de 2 milhões de visualizações.

O novo disco é ambientado principalmente no trap e no R&B, ritmos que trouxeram melodias cativantes em instrumentais pesados. As principais influências deste trabalho são de Drake, Bryson Tiller, BJ The Chicago Kid, 6LACK, entre outros. Confiante com o resultado do trabalho, Faustino reconhece a própria evolução como artista.

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“Espero atingir cada vez mais pessoas, além de agradar os fãs que já estão curtindo meus outros sons, tanto os mais melódicos como os mais “rapzão”. É um trabalho muito maduro comparado com o “Kuro”, que lancei ano passado, e acredito que as pessoas vão curtir”, explica.

O projeto, de oito faixas, tem participações de Lucas Dcan, Marginal Gris, Lucas A.R.T e Duvini. Inspirada majoritariamente na viagem do artista à São Paulo, onde ficou por 10 dias trabalhando intensamente, a obra narra a saga de um jovem que luta contra a frustração e decide viver da música, custe o que custar. A mixagem e masterização foram feitas por Marck, do estúdio Hit Machine, que fez participação na faixa “Não Dá” e é responsável pelo beat. Os instrumentais das outras músicas são de Zamba, Leo Machion, 808 Luke e do próprio Faustino.

“Muitos beats e letras surgiram nesse período em São Paulo, que foi um dos mais criativos da minha vida. Busquei o meio termo, com timbres modernos e atmosferas soturnas na maior parte do disco. As melodias de voz buscam prender o ouvinte.”, comenta.

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“Esse trampo passa as vibes que eu e meus amigos tivemos nesses dias. O corre da música é algo que nos fascina há muito tempo, e nesse momento de nossas vidas estamos vivendo uma transição concreta de começar a ver um retorno disso. Então é um momento especial que merecia ser registrado”, finaliza Faustino.

Faustino foi revelado através de seu canal do Youtube, onde fazia vídeos informativos sobre música, com ênfase na cultura hip-hop do Brasil. Sua formação musical passa pelo R&B, rap e rock, e todas estas vertentes estão presentes em suas canções.

Escute Vibes Vol. 1 e confira uma explicação Faixa a Faixa do projeto abaixo.

O álbum começa com Kobe, faixa que melhor resume a construção deste projeto. A letra fala sobre as desilusões que um artista independente vivencia, mas também mostra como é possível transformar esse sentimento em glórias ao persistir e combater o fracasso. O título é em homenagem ao jogador de basquete Kobe Bryant, conhecido, além de seu talento, pela determinação nos treinos.

A seguir, vem Mimado, uma história de amor que surge repentinamente. É a história de um casal que se conhece e logo se apaixona, enquanto descobrem afinidades, qualidades, defeitos, perfeições e imperfeições que formam um relacionamento.

A terceira faixa, Acredita, é um caso amoroso completamente diferente do anterior. Aqui, o eu-lírico tem medo de se declarar à pessoa amada, mas resolve tomar coragem para conquistá-la.

O disco chega na metade em Cinza pt. 2, uma das poucas canções que não faz parte do contexto da viagem do artista à São Paulo. Com letra melancólica, esta música sugere uma perda amorosa ou até mesmo o luto por alguém próximo.

Em Caronte, o rapper traz autoestima e ideais de prosperidade. O título é uma analogia ao personagem da mitologia grega Caronte, que é o barqueiro do mundo dos mortos e exige o pagamento de duas moedas para o passageiro efetuar a travessia até o próximo plano. “Fazer moedas pra Caronte”, nesse caso, é acumular dinheiro suficiente para ter uma velhice tranquila.

Não Dá também fala de amor, dessa vez em tom esperançoso, mas ao mesmo tempo incerto. O eu-lírico vive uma relação que terminou, mas que, do ponto de vista dele, pode ser reatada a qualquer momento.

Penúltima faixa do álbum, Podepá traz uma atmosfera mais agitada, repleta de boemia e azaração. O som perfeito para quem quer se acabar na pista. O disco encerra com Disserta, que fala sobre a distância e o conflito da vida amorosa e profissional do artista num refrão suave e romântico.