Filipe Ret diz que Rap Acústico é a cara do Rio de Janeiro: “Não se faz rap desse jeito em nenhum lugar do mundo”

by Vinicius Prado

Filipe Ret falou sobre música, sociedade e muito mais com Marcelo D2 e Rennan da Penha na live “Papo Ret”

Falando sobre música e muitos tópicos importantes para a sociedade brasileira em suas lives “Papo Ret”, Filipe Ret tem trazido um ótimo entretenimento para os fãs de hip-hop durante a quarentena. Em sua última edição, o rapper carioca recebeu os artistas Marcelo D2, Kauyá e o DJ Rennan da Penha para uma conversa recheada de momentos interessantes e de destaque.

Um deles aconteceu quando Ret falou sobre a recente confusão envolvendo Spinardi e Dfideliz de maneira mais ampla, esticando o assunto para a cena como um todo. Na visão do rapper, os artistas brancos tem que respeitar que o rap é preto. “Eu sinto que muitos brancos no rap ainda não pegaram essa visão, que é um espaço que tem que respeitar” disse o artista, que teve sua fala replicada em seu perfil oficial no Twitter. Achando que a opinião era direciona a ele, Spinardi rebateu Ret e depois apagou os comentários.

Em outro momento na conversa, Filipe Ret falou um pouco sobre o Rap Acústico, tão criticado por grande parte dos fãs de rap mas que faz muito sucesso impulsionado pelos projetos da Pineapple. Na opinião de Ret, a vertente é muito original e a cara do Rio de Janeiro. “O Rap acústico é o Rap carioca, que bota nossa cara no bagulho, é original pra caralh*! A gente não tá preparado pra aceitar isso, mas é a cara do Rio de Janeiro, não se faz rap desse jeito em nenhum lugar do mundo, a gente tinha de sentir orgulho disso”, disse o rapper em um trecho da live que foi compartilhado em seu Twitter.

Alguns fãs notaram que o grupo 3030 já fazia o Rap Acustico na Bahia há algum tempo. Outros concordam com Ret e alguns discordaram brincando que o Rio então seria o culpado pela febre da vertente se espalhar pelo Brasil. Confira abaixo.

 

 

 

 

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