Fillipe Petito é um rapper do Rio Grande do Sul, quando tinha cerca de 13 anos, ele conheceu o rap através do Racionais e Eminem e começou a acompanhar a cena com Kamau, Emicida, Rashid e outros. Junto com as batalhes de rimas, ele se influenciou e começou a se identificar com a cultura Hip Hop e começou a escrever composições em beats free que achava no Youtube.

Porém, mesmo compondo com frequência, ouvindo e acompanhando os mcs conforme o tempo passava, ele não frequentava os movimentos, usava as composições pra um alívio interno, uma forma de expressão, sem pretensão de que isso fosse exposto profissionalmente, ou que eu fosse fazer isso para sua vida. Mas depois de diversas frustrações e seu envolvimento com drogas, ele conseguiu dar um basta e percebeu que sua vida era o rap.

Recentemente ele lançou a faia “Dores ao Vento” que veio acompanhada de um videoclipe, produzido por Alã, Fillipe Petito esclarece em suas rimas muitos fatos sobre ele e retrata o choque de realidade que ele sentiu artisticamente e na vida também.

Confira o clipe de “Dores Ao Vento” que conta com a direção de Acorte produções  e também confira a entrevista que fizemos com o rapper onde você irá conhecer um pouco de sua vida até aqui.

FIlLIPE PETITO – DORES AO VENTO PROD. ALÃ

Conversamos um pouco sobre o rapper e você pode conferir abaixo:

VIDA E CARREIRA

– Depois de passar por diversos problemas, se envolver com drogas e tomar caminhos tortos, fim de ano em dezembro, eu percebi que tinha talvez nascido pra fazer rap, o que eu sempre fazia, e decidi produzir algumas músicas. Sem sucesso, tive recaídas que me fizeram não conseguir produzir meu trabalho, e só em 2017 isso mudou.

Em 2017, depois de várias problemas pessoais, fevereiro eu decidi me internar, pra realmente conseguir me encontrar e voltar pra vida que eu sempre tive antes de todo o caos interior que passei. Passei meses internado e tive o choque de realidade la dentro, me reencontrei na arte e desde então quando saí da fazenda, eu decidi me entregar totalmente ao rap.

Logo no segundo mês fora da fazenda, conheci o Alã, que é um produtor da minha cidade que atualmente mora em Florianópolis, que produzia outros mcs daqui que eu curto! O Alã abraçou minha causa sem saber quem eu era, e desde então fluiu tudo naturalmente, comecei a aprender com ele muitas técnicas que eu nem fazia ideia, por ser leigo nos processos de gravação por exemplo. Depois de um tempo selecionei algumas músicas minhas, trabalhamos nelas em instrumentais do próprio Alã e fechei com ele ir pra Santa Catarina produzi-las, uma dessas é o single Dores ao vento, que escolhi pra ser meu primeiro trabalho, por esclarecer muitos fatos sobre mim, e retratar tanto esse choque de realidade que eu senti artisticamente e de vida também.

SOBRE O SINGLE DORES AO VENTO:

– Por curiosidade, o single dores ao vento foi escrito 2 dias antes de ir pro estúdio, em um instrumental de outra música, inspirado por uma reflexão sobre os todos os momentos difíceis e confusos que passei, lembranças as vezes nem tão boas, fracassos pessoais, tudo isso somado à também memórias muito boas de pessoas e momentos ótimos que eu vivi na fazenda de reabilitação, onde consegui enxergar que só na arte eu ia me encontrar, renascer.

MAIS FAIXAS E PROJETO PARA SER LANÇADO

Os outros singles já estão produzidos, e serão disponibilizados até o fim do primeiro trimestre de 2018, paralelo à isso, já está sendo pensado e trabalhado o meu álbum para o final de dezembro do ano que vem, a minha quantidade de composições.