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Funcionárias processam empresa após músicas de Eminem serem reproduzidas no ambiente de trabalho

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.

Oito ex-funcionários da S&S Activewear entraram com uma ação por causa de músicas de Eminem e Too Short.

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Oito ex-funcionários da fabrica de roupas S&S Activewear entraram com uma ação contra a empresa depois que algumas músicas de rap foram tocadas enquanto eles trabalhavam. Sete dos oito ex-funcionários são mulheres. Elas alegam que as letras obscenas das canções criaram um ambiente de trabalho hostil. Segundo relatos, músicas como “Stan” de Eminem e “Blowjob Betty” de Too $hort foram tocadas no armazém onde centenas de funcionários estavam trabalhando. A famosa faixa de Eminem do EP Marshall Mathers apresenta letras sobre um homem matando sua namorada grávida.

A juíza distrital dos EUA, Miranda Du, rejeitou o caso anteriormente em 2021. Ela alegou então que ações ofensivas contra ambos os sexos não podem ser consideradas discriminação sexual. Ela também citou funcionários reconhecendo que a ação “não foi dirigida a funcionários de nenhum dos sexos”. O Tribunal de Apelações do Nono Circuito dos Estados Unidos, em San Francisco, posteriormente restabeleceu o processo. A juíza M. Margaret McKeown afirma que “o status de um empregador como um suposto ‘assediador de oportunidades iguais’ não fornece nenhuma saída da responsabilidade”.

Capa Eminem
Foto: Michael Buckner/Deadline
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Os funcionários colocavam alto-falantes em empilhadeiras e dirigiam pelo armazém. Esse comportamento tornava “mais difícil prever – quanto mais fugir – do alcance da música”, explicou McKeown. A juiza também afirma que “por sua vez, a música supostamente serviu como um catalisador para a conduta abusiva de funcionários do sexo masculino”.

Ela alega que os funcionários do sexo masculino “frequentemente simulavam gestos sexualmente gráficos, gritavam obscenidades, faziam comentários sexualmente explícitos e compartilhavam abertamente vídeos pornográficos”. Comportamentos ofensivos não precisam ser direcionados para que criem um ambiente de trabalho nada confortável, de acordo com McKeown.

“Seja cantado, gritado ou sussurrado, explodido em alto-falantes ou retransmitido cara a cara, os epítetos sexistas podem ofender e transformar um local de trabalho em um ambiente hostil”, afirmou McKeown também. Mais tarde, ela disse que “expor funcionários a músicas misóginas e sexualmente explícitas pode ser discriminação por causa do sexo, mesmo quando o empregador expõe homens e mulheres ao material e mesmo que homens e mulheres considerem o material ofensivo”.

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