A HRF enviou uma carta a Nicki, insistindo fortemente que ela cancele seu próximo show na Arábia Saudita.

Não é novidade para ninguém (ou pelo menos, não deveria ser) que a Arábia Saudita é conhecida por ter uma visão desumana da política e tem restrições ridiculamente severas aos direitos das mulheres. Por estas razões – e especialmente nos dias de hoje, quando os direitos humanos básicos e a aceitação das escolhas de cada indivíduo tem sido cada vez mais importante – a cobertura da media no país e o apoio dos outros a isso tem sido muito negativo.

Após o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi no ano passado, as pessoas têm boicotado qualquer coisa a ver com o governo saudita ainda mais. A WWE tem sido criticada por ter feito parcerias com o país para apresentar uma série de shows de alto nível por lá, e figuras públicas criticaram Vince McMahon e sua decisão de permanecer na Arábia Saudita. Mas, recentemente, parece que eles têm outras ações para serem questionadas, como foi anunciado dois dias atrás que Nicki Minaj seria a atração principal de uma performance no festival na cidade de Jeddah em 18 de julho .

Uma controvérsia aconteceu em torno da decisão de Minaj, com a Fundação de Direitos Humanos pedindo publicamente a Nicki para “cancelar sua apresentação marcada para 18 de julho no Jeddah World Fest, um festival de música patrocinado pelo estado e financiado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman (MBS).”

O post também incluiu um link no qual os usuários poderiam ler sua declaração completa, que incluía uma carta que eles escreveram pessoalmente para Minaj em uma tentativa de convence-la a reconsiderar. “Minaj, como você pode ver, está agendada para se apresentar em um evento patrocinado pelo estado em um dos regimes mais repressivos da Terra – um país cujo líder também liderou uma campanha implacável para silenciar os ativistas dos direitos das mulheres”, o CEO da HRF Thor Halvorssen disse na carta. Ele também chamou a atenção para o fato de que Nicki havia recentemente expressado seu apoio público à comunidade LGBTQI+, e que seguir esse movimento com essa decisão não faria sentido.

Em um release de acompanhamento, a HRF também lembrou que a performance de julho não seria a primeira controvérsia dessa natureza para Nicki, já que foi criticada em 2015 – pela HRF e outros – por concordar em se apresentar para o ex-presidente José Eduardo dos Santos e sua família em Angola.