Homem é acusado de criar esquema ‘pirâmide’ de R$ 430 milhões envolvendo modelos de tênis da Nike

Esquema durou quase 10 anos.

Um homem da cidade de Eugene, Oregon, nos Estados Unidos, está sendo acusado de manter um esquema de piramide por quase 10 anos. Michael Malekzadeh é o nome por trás de um esquema que envolvia diversos tênis da Nike e Ai Jordans. Conforme relatado por agentes federais americanos, o homem manteve um esquema por quase 10 anos, mas a justiça apenas conseguiu provas quando houve um pico na demanda de um de seus tênis durante a pandemia, o tênis Air Jordan 11 Retro Cool Grey.

Malekzadeh fazia parte do mercado de revenda de tênis, um negócio bilionário que aumentou durante a pandemia, já que os revendedores passaram a negociar modelos de tênis da Nike e Adidas por preços exorbitantes devido à alta demanda. Apesar disso, Malekzadeh oferecia modelos cobiçados por um preço abaixo do mercado, até mesmo antes dos próprios fabricantes lançarem os produtos para a venda. Segundo os promotores americanos, o homem recebia o dinheiro dos milhares de pedido, mas não tinha a menor intenção de fornecer todos os tênis, pois ele não tinha grande quantidade em estoque. Ele usava o dinheiro para sustentar um estilo de vida cheio de carros esportivos e relógios caros.

Quando os clientes começavam a reclamar, ele oferecia aos consumidores crédito e vale presentes de valores ainda maiores do que os pagos pelos clientes indignados, ajudando o esquema se manter de pé por quase 10 anos, segundo os promotores, enriquecendo Michael, e alguns seletos clientes que conseguiam os vales antes dos outros.

Em um momento de ganância, Malekzadeh foi pego. Através de sua empresa, a Malekzadeh Kicks, ele anunciou a venda do tênis Air Jordan 11 Cool Grey por US$ 115, enquanto os modelos estavam vendidos pela empresa por 225 dólares. Ele acabou vendendo 600 mil pares, quando só tinha apenas 6 mil em estoque.

A maior parte dos clientes nunca recebeu os sapatos, mas a empresa embolsou cerca de US$ 70 milhões, dizem os promotores, que ainda trabalham para encontrar todo esse dinheiro. Malekzadeh gastou grande parte de seus lucros em Bentleys, Ferraris e Lamborghinis, além de US$ 3 milhões embolsas, joias, peles e relógios Louis Vuitton avaliados em US$ 600.000 por peça. Até agora, o FBI apreendeu US$ 6,1 milhões em dinheiro de Malekzadeh, além de relógios e 1.100 pares de tênis de sua coleção pessoal.