Ex-fuzileiro naval é acusado de homicídio culposo após morte de dançarino em metrô de Nova York
Um ex-fuzileiro naval de 24 anos, identificado como Daniel Penny, foi indiciado por homicídio culposo em segundo grau após se entregar à polícia, acusado pela morte de Jordan Neely, de 30 anos, em 1º de maio no metrô de Nova York. Neely, que ganhava a vida imitando Michael Jackson na rua e no metrô, foi sufocado até a morte por cerca de 15 minutos após ser imobilizado por Penny. O acusado foi liberto após pagar fiança de 100 mil dólares (R$ 492,4 mil).
Segundo uma das testemunhas, Neely entrou no vagão gritando que estava com fome e sede e que estava “farto”.Depois de tirar a jaqueta e jogá-la no chão, algumas pessoas se levantaram de seus assentos e sairam de perto do homem, momento em que Penny aproveitou para se aproximar dele por trás para imobilizado no chão por cerca de 15 minutos.

Antecedentes de problemas mentais e inúmeras detenções policiais fizeram parte da vida de Neely, que perdeu a mãe quando criança, vítima de um homicídio. A morte do dançarino gerou inúmeros protestos na cidade, exigindo justiça e lembrando a morte de George Floyd, em 2020, por sufocamento sob a pressão do joelho de um policial.
“Não houve ataque. O Sr. Neely não atacou ninguém nem tocou em ninguém. Ele não bateu em ninguém, mas foi sufocado até a morte”, disse Donte Mills, um dos advogados da família do falecido, em entrevista coletiva.
“”Daniel Penny não pode reescrever o final da história. A história termina com os braços dele em volta do pescoço de Jordan, sufocando-o até a morte e é por isso que ela tem que pagar”, disse Lennon Edwards, outro dos advogados. De acordo com o New York Medical Examiner, Neely morreu de “compressão” do pescoço, resultando em “homicídio”.






