Jon Batiste quer realizar essa mescla cultural
Em entrevista à CNN, Jon Batiste, refletiu bastante sobre os últimos dias após ter ganho cinco prêmios. Ele levou cinco gramofones para casa, entre eles, o de Melhor Álbum. Grande indicado da noite, o artista concorria a 11 categorias. Ele também afirmou que o papel da música é encontrar as pessoas nos momentos certos. Também teve muito mais.
Jon Batiste faz questão de destacar uma brasileira. Mais precisamente, um patrimônio cultural do estado de Pernambuco: a cantora Lia de Itamaracá. A cirandeira ícone de 78 anos, que vive na ilha de Itamaracá, a cerca de 50 km do Recife, considerada “diva da música negra” pelo “New York Times”, é uma parceria dos sonhos para Jon. “Lia, se você me ouve, eu quero trabalhar com você. Eu amaria colaborar. Eu estou muito, muito ocupado, mas vou encontrar tempo para você”, disse Jon durante a entrevista, olhando e sorrindo para a câmera.

Rainha da ciranda, Patrimônio Vivo da Cultura de Pernambuco, Lia de Itamaracá teve como seu último grande trabalho “Ciranda Sem Fim”, via Natura Musical, quase dez anos após o lançamento do álbum “Ciranda de Ritmos”.
A produção leva assinatura do DJ Dolores , também na direção musical , e da produtora cultural Ana Garcia. Ao todo, 11 faixas, Lia e sua voz marcante, em um repertório repaginado – cirandas e outros ritmos. Ou seja, o projeto representa um novo momento da carreira da artista de 75 anos de idade.
O nome do álbum também batiza uma das músicas do disco, Ciranda Sem Fim, um presente do músico carioca Lúcio San-filippo. Dentre as surpresas do álbum, ouvimos, por exemplo, O Relógio, sucesso nos anos 50 do cantor mexicano Roberto Cantoral, bolero gravado no Brasil por Altemar Dutra.
Assista a entrevista abaixo:






