Um júri de Las Vegas considerou Duane ‘Keefe D’ Davis culpado por orquestrar o assassinato de Tupac Shakur, ocorrido em setembro de 1996.
A decisão, tomada após menos de três horas de deliberação, representa a primeira responsabilização criminal formal no caso em quase três décadas.
Durante o julgamento, a promotoria sustentou que Davis, ex-líder da gangue South Side Compton Crips, conseguiu a arma de fogo e coordenou a emboscada contra o BMW onde estavam Tupac e Marion ‘Suge’ Knight, perto da Las Vegas Strip.
A acusação não precisou provar quem puxou o gatilho, focando na atuação dele como mentor do ataque organizado como retaliação a uma briga horas antes no hotel MGM Grand.
A base da acusação incluiu entrevistas públicas concedidas pelo próprio réu ao longo dos anos, depoimentos policiais prestados a partir de 2008 e relatos de sua autobiografia de 2019, ‘Compton Street Legend’. Em uma delas, ele chegou a dizer que Tupac parecia estar fazendo breaking enquanto levava os tiros.
Davis era o único sobrevivente entre os quatro homens apontados dentro do Cadillac branco usado no crime. Seu sobrinho, Orlando ‘Baby Lane’ Anderson, morreu em 1998, enquanto Terry Brown e DeAndre Smith faleceram nos anos seguintes.
A defesa de Davis argumentou que não existem registros em vídeo, dados telefônicos ou provas materiais que o coloquem na cena do crime, além de classificar as histórias contadas por ele no passado como relatos comerciais sem valor probatório.
Os advogados já comunicaram que vão recorrer da condenação. A audiência para fixação da sentença foi marcada pelo tribunal para o dia 13 de outubro.
