Rapper cearense detalhou no programa as histórias por trás da criação de sua identidade e da gravadora.
Em participação no podcast Podpah, realizada em abril de 2023, Matuê explicou a origem de seu nome artístico e o significado por trás do nome da gravadora 30PRAUM. O rapper cearense revelou que ambas as marcas nasceram durante uma vivência de nove meses na França, onde seu nome de batismo, Matheus, foi adaptado por amigos locais e a dinâmica de trabalho no grupo inspirou o selo que mais tarde se tornaria referência no rap nacional.
Como Matheus se transformou no vulgo Matuê.
Durante a conversa com os apresentadores Igão e Mítico, o artista contou que a alcunha surgiu da convivência com amigos franceses no período em que esteve no país europeu.
Para evitar identificação fácil em atividades informais ligadas ao comércio de cannabis com estudantes universitários, o grupo costumava modificar os próprios nomes nas redes sociais. Foi assim que o nome de batismo do cantor acabou sendo alterado.
“Os franceses envolvidos comigo começaram a me chamar assim. Eles usavam adaptações de nomes nas redes sociais para que a identidade não fosse facilmente reconhecida”, explicou Matuê na ocasião.
O conceito por trás do nome da gravadora 30PRAUM.
A inspiração para o nome da gravadora 30PRAUM veio diretamente da mesma experiência na França. Matuê relembrou que exercia a função de fazer a correria da distribuição para diversos integrantes do grupo, gerando a relação simbólica de “trinta para um”.
Ele pontuou que via a atividade como uma alternativa imediata e temporária para a época, com público formado em grande parte por universitários.
Anos após a vivência e a criação da 30PRAUM como selo e gravadora, o projeto se consolidou como uma das maiores estruturas da música urbana nacional.
Investimento de R$ 400 em ‘Anos Luz’ e alta rentabilidade.
No mesmo episódio do Podpah, Matuê relembrou o início de sua trajetória musical no Brasil e compartilhou detalhes dos bastidores do single “Anos Luz”, lançado em 2017.
O rapper revelou que investiu apenas R$ 400 no lançamento do projeto, quantia direcionada inteiramente ao cartunista responsável pela criação do visualizer da faixa.
“A pouca renda que eu tinha na época permitiu que gastasse apenas 400 reais para a faixa, valor que foi totalmente destinado ao cartunista que produziu o visualizer. Provavelmente foi a obra que mais me rendeu lucro, pelo pouco gasto e pela proporção que tomou a longo prazo”, declarou o artista.
Confira:






