Cabelinho acaba de lançar o primeiro álbum de sua carreira.

De 2019 pra cá, surgiu nas comunidades cariocas um novo significado para a palavra “ainda”, subvertendo o sentido da língua portuguesa. E MC Cabelinho tem a função de disseminar esse e outros conhecimentos das comunidades, em seu primeiro álbum de mesmo título, que chega em todas as plataformas digitais hoje (27) com capa desenhada pelo artista @ferreirart.

Com a ajuda dos DJs Juninho e Portugal, o cantor transformou em música todos os sons do lugar onde cresceu, o PPG – conjunto das comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, no Rio de Janeiro. As sirenes da polícia, o impacto do tiro, o piano e o coro de igreja – tudo isso se tornou uma mistura de trap, rap e funk, que faz MC Cabelinho retomar as origens do gênero e chegar na sonoridade atual como quem respira.

O disco traz três tipos de ponto de vista: as crônicas da vida urbana, as love songs e as músicas de superação. Com as participações de BK’, Dfideliz, Gaab, Mc Orelha, Mc Hariel e Budah, Cabelinho canta a força e a delicadeza que é viver dentro da favela, abrindo espaço para gerações futuras sonharem o mesmo sonho que o norteia.

“Ainda” é um disco de crônicas que documenta a existência do corpo negro em um país bastante violento e opressor, e leva a mensagem da favela para o asfalto, que ainda não saiu de casa devido à pandemia do novo coronavírus.

Escute o projeto abaixo.