MC Hariel faz história no Red Bull Symphonic e transforma concerto orquestrado em grande baile funk

Com orquestra criada especialmente para a noite, MC Hariel celebrou a trajetória do funk paulista com participações especiais e casa cheia no Memorial da América Latina.

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.

Projeto global estreou no Brasil unindo a música sinfônica à essência das ruas no Auditório Simón Bolívar em São Paulo

MC Hariel foi o grande nome da estreia brasileira do projeto Red Bull Symphonic no último sábado (8) no Brasil, transformando o Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo, em um grande baile funk. Com ingressos esgotados, o espetáculo reuniu o artista, o maestro Xuxa Levy e a Orquestra de Fluxo, formação composta por 56 músicos montada especialmente para a ocasião.

A apresentação foi organizada em seis atos narrativos e reuniu 36 músicas divididas em 21 faixas. Logo na abertura, o ronco e o barulho tradicional das motos no palco deixaram claro que o concerto passaria longe de uma apresentação erudita convencional, celebrando a identidade da cultura urbana paulista.

O evento reuniu convidados que marcaram diferentes momentos da história do funk. Subiram ao palco MC Don Juan, Neguinho do Kaxeta, Tasha & Tracie, MC Menor da VG, MC Ktrine, MC Marks, MC Davi, DJ Pereira e o coletivo SUBMUNDO 808.

“A Red Bull deu pra gente a oportunidade de apresentar artistas que foram importantes pra nossa história e pro movimento. Não é por hype, não é por fama, não é por número. Todas as participações têm um porquê”, explicou MC Hariel sobre a montagem do elenco.

Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool
Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool

Encontros históricos e tributo à cena de São Paulo.

Um dos momentos de maior destaque na noite combinou a execução de “Bachiana nº 5” com a clássica “Mina de Vermelho”, do saudoso MC Daleste. A performance contou ainda com a participação da bailarina clássica Patrícia Hellen, irmã do falecido MC Felipe Boladão. Em outro trecho do show, o bloco do SUBMUNDO 808 levou as batidas do mandelão diretamente para a estrutura orquestral.

A produção do espetáculo teve direção musical de Nave Beatz, responsável pela reconstrução de cerca de 19 beats ao lado de sete arranjadores, além de direção criativa e cenografia de Drica Lara e concepção da agência Oito. Para fechar a noite, Hariel puxou o sucesso “Maçã Verde” acompanhado por um grande coro do auditório e encerrou a apresentação com “Cai Lágrimas”.

O show em São Paulo insere o Brasil no histórico do Red Bull Symphonic, que já realizou edições marcantes no exterior, como a do produtor Metro Boomin no Dolby Theatre, em Los Angeles, além de apresentações com Asake, Trueno e Kelvin Momo.

Quem não esteve no local poderá assistir ao registro audiovisual na íntegra a partir de 2 de setembro de 2026. O conteúdo será disponibilizado gratuitamente nas plataformas de áudio e no YouTube, nos canais oficiais de MC Hariel e do Podpah Records, com direção de Aline Lata e produção da Red Bull Media House.

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