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MC Smith conta sobre dia em que bandidos tentaram o vender para traficante que havia criticado em música

Por
Rodrigo Costa
Jornalista movido pela curiosidade, uso da paixão pela escrita e pela arte para expressar minhas observações e vivências, alinhando a ideologia do movimento hip-hop com o...

Smith ouviu de traficante que ‘papo de bandido é crime, de MC é rap’.

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Viraliza nas redes sociais o trecho de um vídeo do MC Smith no canal “Frango de Academia” contando sobre um tenso momento em sua vida, quando foi sequestrado por bandidos após fazer música criticando um traficante.

O ícone do funk nacional descreve que sofreu tentativa de venda para uma facção, mas foram surpreendidos ao pedir para que liberassem ele. “Os caras me botaram dentro de um carro e chegaram na porta de Vigário Geral ali, Parada de Lucas, e falaram com o dono lá, que na época era o Furico – o cara até faleceu”, inicia.

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“‘Aí, nós estamos com o Smith aqui, pô’. E tá os caras dentro do carro: ‘porr*, meu irmão, esse dinheiro vai salvar nós. Vou pagar silicone da minha mulher, Play[station] 3 do meu filho’. Falei: ‘que isso, vai no videogame?’. [Eles falaram] ‘Cala a boca, porr*'”, menciona o artista carioca.

“Chute, aí falou: ‘ó, tamo com o Smith aqui, pô, aquele que fez a música falando de você’. Pô, o cara pegou o telefone, falou: ‘meu irmão, papo de bandido é crime, de MC é rap. Eu não quero que ninguém me conheça pela covardia. Eu, bandidão, matei um MC. Não, pode liberar o moleque aí, ó, e bota pra ele ouvir'”, diz Smith.

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Na sequência, o MC continua citando a conversa. “‘Irmão, essa guerra não é sua. Então, não cumpra, não faça promessa pra uma coisa que você não tem disposição de cobrar ou ser cobrado, porque olha onde você tá. A tua vida tá na minha mão'”, conta.

“‘Se eu pagar agora por você, os caras vão te dar de graça pra mim aqui. Libera o moleque. E outra coisa, se vocês causarem algum dano pro garoto, se acontecer alguma coisa, se ele morrer, a treta que vocês têm comigo vai acabar'”, acrescenta o traficante.

Concluindo, MC Smith aborda a volta para casa. “Mano, os caras foram destravando a arma e travando até onde eu morava. Eu fui de Caxias até Jardim América a pé. O cara: ‘filho da mãe não sei o que. Porr*, não ferra, meu irmão. Dependendo desse dinheiro’”, relata.

“E os caras aqui, eu andando na madrugada. Aí cheguei em casa, mano… Quando eu via uma viatura, já ficava com medo. Então eu posso falar, eu sofri”, finaliza.

Veja abaixo: