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Mulher que acusou Emmett Till injustamente e causou morte brutal do jovem é vista nos EUA aos 88 anos

Rodrigo Silva

Já se passaram mais de vinte anos desde a última vez que Carolyn Bryant foi vista.

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No mês passado, a família de Emmett Till exigiu justiça, mais uma vez, pelo terrível incidente ocorrido há quase 70 anos. Depois de vasculhar arquivos em um tribunal do Mississippi, o mandado de prisão para Carolyn Bryant, associada a morte de Till, foi encontrado. Enfurecidos com as evidências, os advogados pediram que a polícia conduzisse uma investigação adequada e indiciasse Bryant por sua culpa na morte de Emmett.

Embora tenham tomado as medidas necessárias para ver Bryant atrás das grades, a família ainda decidiu resolver o assunto com as próprias mãos, pois as coisas não estavam indo tão rápido quanto esperavam. Em 6 de julho, dezenas de manifestantes se reuniram em frente a uma casa de idosos em Raleigh, Carolina do Norte, onde acreditavam que a mulher estava morando.

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O grupo que estava no local  cantou “Black Power”, enquanto batia na porta e ordenava que ela saísse. “É hora de você responder”, disse um homem parado na frente da casa – no entanto, agora acredita-se que eles possam estar no lugar errado. Em 2 de agosto, quase um mês depois que os manifestantes marcaram presença na casa de repouso, Bryant foi vista em Kentucky.

Fotos da mulher de 88 anos rapidamente começaram a aparecer na internet. Centenas de pessoas ainda estavam pedindo sua prisão, apesar de sua aparência doentia nas imagens. De acordo com BET, Carolyn Bryant recebe cuidados paliativos, é cega, precisa de tubos de oxigênio para respirar e tem câncer. Um repórter do Daily Mail pediu a Carolyn e seu filho de 71 anos, Thomas Bryant, um comentário sobre Till, mas ambos recusaram. Enquanto isso, um novo filme biográfico sobre a história de Emmett Till ganhou um novo trailer recentemente.

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