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Oriente retorna à cena com álbum ‘Oriente Acústico’ e colaborações de peso

Felipe Mascari

Disco apresenta uma combinação de regravações, parcerias inéditas e composições novas.

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Seis anos após o último projeto, o grupo Oriente, formado por Chino, Nissin e Nobru, retorna com um trabalho que celebra a maturidade artística e pessoal de seus integrantes. Disponível nas plataformas digitais pela ONErpm, o álbum “Oriente Acústico“ reafirma a marca registrada do trio: a mistura entre rap, reggae e MPB. Desta vez, porém, o formato acústico ganha novos contornos, moldados por experiências de paternidade, transformações individuais e a bagagem de 15 anos de história na música.

Com 15 faixas, o disco apresenta uma combinação de regravações, parcerias inéditas e composições novas. Entre os convidados estão artistas como Alexandre Carlo (Natiruts), L7NNON, MC Hariel, Ferrugem, Cynthia Luz, 3030, Vitão e outros nomes de peso. Destaque para a faixa-foco “Oração“, que conta com a participação de Alexandre Carlo e carrega uma atmosfera meditativa e positiva.

CAPA Oriente
Foto: Divulgação
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Segundo Nissin, a longevidade e relevância do Oriente se devem à conexão emocional que suas letras criam: “São letras que marcam histórias, momentos, pessoas, tatuagens. Acho que isso faz com que o Oriente sempre acumule novas gerações de ouvintes. E agora acredito que também não vai ser diferente”, disse em entrevista ao RAP Mais.

Reconhecido como precursor do rap acústico no Brasil, o Oriente reforça sua identidade com este terceiro projeto nesse formato. Para Nobru, o conceito nasceu de maneira natural, inspirado nas sessões de música realizadas na praia e em lúuas. Com o tempo, o formato amadureceu: “Foi inevitável que isso chegasse agora de uma forma mais madura. Eu também consegui colocar, de modo mais direto, os instrumentos que eu imaginava e que representassem melhor as sensações das letras que a gente trazia”.

Mesmo diante da popularização do estilo, o grupo se diferencia. “O rap acústico também ficou muito estigmatizado como uma música muito melosa. A gente faz rap na praia há muitos anos, em luau com violão. O direcionamento do acústico do Oriente é diferente”, destaca Nissin.

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O álbum é repleto de participações marcantes, que trazem novas camadas à sonoridade do grupo. “Menina do Sol”, com o trio 3030, entrega uma energia romântica e solar, enquanto “Mandona 2” revisita um clássico com a presença de MC Hariel. Já “Luz da Lua”, com Ferrugem, adiciona um toque de samba, e “N’areia”, com Lourena, traduz a conexão poética do Oriente com o mar.

Embora o projeto celebre a maturidade, o trio não pretende ficar estagnado. Para o futuro, Chino adianta que o próximo passo é um disco de estúdio: “Queremos fazer um disco mais pesado que nunca, com os beats bolados e, se possível, com poucas participações, trazendo um Oriente à moda antiga”.

Com uma história que inclui apresentações em festivais como Rock In Rio e turnês internacionais, o Oriente segue atravessando gerações e reafirmando sua relevância na cena musical brasileira. “Oriente Acústico” é mais um capítulo que reforça essa trajetória.

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