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Oruam deixa de ser considerado foragido após TJRJ revogar último mandado de prisão

Decisão unânime da 8ª Câmara Criminal derruba última ordem de prisão preventiva no caso de suposta lavagem de dinheiro, mas processos continuam em andamento.

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.
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O rapper Oruam não é mais considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro. A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) concedeu, por unanimidade nesta quarta-feira (23), um habeas corpus que revoga o segundo e último mandado de prisão preventiva em aberto contra o músico, permitindo que ele responda às acusações em liberdade.

Essa decisão encerra um período de mais de cinco meses em que o artista era procurado. A prisão havia sido restabelecida em fevereiro após apontamentos de falhas no monitoramento por tornozeleira eletrônica. Agora, o artista poderá lançar seus trabalhos e aparecer publicamente, apesar de ter que seguir uma série de restrições.

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A ordem judicial revogada nesta quarta estava vinculada a uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) sobre uma suposta estrutura financeira e lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho.

A revogação do mandado de prisão não significa absolvição. O processo segue em andamento na Justiça fluminense, assim como outras acusações que envolvem o artista.

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No final de julho, a Justiça do Rio revogou a prisão preventiva de Oruam no processo em que ele era acusado de tentativa de homicídio contra policiais civis, desclassificando a acusação para delitos de menor potencial ofensivo, como resistência e desacato e proibiou ele de frequentar o Complexo do Alemão.

A denúncia do MPRJ sobre a movimentação financeira também inclui Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, além da mãe do músico, Márcia Gama, do irmão, Lucas Nepomuceno, e de outros investigados.

Tanto a mãe quanto o irmão de Mauro Davi já haviam obtido decisões favoráveis da 8ª Câmara Criminal para responder ao processo em liberdade.

Após a decisão do tribunal, a defesa do artista informou que o próximo objetivo é anular a ação penal. Em nota enviada ao portal Metrópoles, o advogado Thiago Lemos afirmou que o processo foi montado em cima de provas ilícitas e citou um laudo pericial que aponta falhas na cadeia de custódia dos dados digitais obtidos pela polícia.

“Acreditava que a justiça seria feita e que a liberdade do Mauro Davi seria reestabelecida. O próximo resultado esperado é o trancamento desta ação penal, formada inteiramente por provas ilícitas, conforme atestado em laudo pericial”, declarou a defesa.

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