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Fundador do Rap 24 Horas fez comentários racistas na internet: “Não Confio em Negros”

O Hip Hop só existe como tal por causa dos negros e da cultura afrodescendente, a música de uma maneira em geral foi e continua sendo uma maneira de resistir e se opor ao sistema racista de ontem, hoje e sempre, porém até mesmo no meio da música sendo artista ou mídia, existem pessoas preconceituosas e racistas. Há algum tempo, vimos o caso dos rappers Raffa Moreira e Delatorvi contra o Youtuber Bruno Fabil, os artistas divulgaram uma série de prints de posts do Youtuber fazendo piadas racistas em sua conta no Twitter, e isso gerou um grande debate. O interessante é que nenhum portal de Rap deu atenção sobre o assunto e se quer fizeram uma nota, agindo como se isso fosse algo bastante normal, mas não é e nunca vai ser.

Com o questionamento de leitores sobre atitudes machistas de um portal nacional, o Rap 24 horas, fizemos uma pesquisa para entender melhor o que estava acontecendo, e depois de saber como funciona o sistema usado no site em questão decidimos denunciar o dono do portal, mas para entender melhor o contexto de tudo isso você terá que compreender toda a história que iremos contar abaixo.

Com mais de 350 mil seguidores no Facebook, o Portal Rap 24 Horas é um dos maiores no quesito no país e é um dos sites mais lembrados pelos fãs e rappers. Apenas no período entre Setembro a Novembro, o Rap 24 Horas teve mais de 1 Milhão e 300 Mil de acessos, contra menos de 500 Mil do site Rap Nacional Download por exemplo, uma média de pouco mais de 460 Mil por mês.

KL JAY COMENTA CASO DE RACISMO DO RAP 24 HORAS: “O QUE FAZER COM ELE?”

Na página “Sobre nós” no site em questão, podemos encontrar os nomes dos membros do site que são, John Lavorato, Caio Lavorato, Lucas Rodrigues e Matheus Soares. Sendo o Criador/editor Chefe, editores e Pesquisador de conteúdo respectivamente.

“Sobre nós” Rap 24 Horas

Apesar de sabermos de outras ocasiões quem era de fato o criador do Rap 24 Horas, fomos atrás de John Lavorato e constatamos que ele não existe, por isso nossas buscas sobre quem era o verdadeiro dono do site foram voltadas para um conhecido de uma comunidade que nós membros do Rap + participávamos, Bruno Guerra. 

Fazendo uma pesquisa no Whois (Site que mostra quem são os donos dos domínios da internet) encontramos Bruno de Oliveira Guerra, mesma pessoa que conhecíamos e divulgava o site nas redes sociais. Fomos atrás do perfil dele e percebemos que nossas contas tinham sido bloqueadas por ele no Facebook. Isso foi ocasionado depois que questionamos em sua página sobre diversas matérias que fizemos com exclusividade e que foram replicadas por eles sem os devidos créditos.

O portal nunca nos respondeu ou tentou resolver o problema de maneira pacifica, como nos dando os devidos créditos por exemplo, e sim nos ameaçou e continuou copiando nossas matérias, noticias, fotos e videos de maneira descarada. Por isso, continuamos tentando descobrir mais sobre Bruno para tentar conversar com o mesmo e resolver nossas diferenças. Mas acabamos nos deparando com algo muito pior do que copiar conteúdo e nos sentimos com a obrigação de divulgar essa historia.

Até então já suspeitávamos que John Lavoratto, um suposto “Jornalista” de 27 anos nunca existiu, e na verdade o jovem Bruno Guerra de São Paulo é quem estava por trás do portal em tempo integral fazendo as postagens junto com outros colaboradores. Pelos textos publicados já percebíamos que a pessoa por trás dol não tinha o mínimo de entendimento sobre a ética jornalistica, que segue um conjunto de normas e procedimentos éticos que regem a atividade do jornalismo. Bruno Guerra não deve nem se quer imaginar o que é isso pelas diversas atitudes que vem apresentando também contra o Rap+.

MACHISMO E RACISMO DO FUNDADOR DO RAP 24 HORAS

Há alguns meses, saiu a notícia do vazamento do boletim de ocorrência da ex-namorada do rapper XXXTENTACION, no boletim ela relatou com diversos detalhes horríveis sobre o que passou quando estava com o rapper, e o Rap 24 Horas publicou a matéria “defendendo” o rapper, o que ocasionou uma chuva de críticas nos comentários, até que posteriormente eles tiveram que alterar a matéria.

Essa não foi a primeira e nem a única vez que o portal defende e exalta artistas abusivos, se você acompanha a página já deve ter visto isso, porém muitos fãs da página (não de rap) simplesmente ignoram todas essas atitudes e quem não ignora é silenciado pela página.

Dando uma pesquisada no Twitter de Bruno Guerra, o dono do Portal Rap 24 Horas, encontramos algumas mensagens antigas onde ele mostra atitudes racistas e machistas,  onde podemos ver entre outras coisas ele dizendo que “não confia em negros”, além de postar um vídeo do rapper Lil Reese brigando com uma mulher com a legenda “Como bater em uma mulher”.

Aguardamos uma resposta de Bruno Guerra sobre seus comentários e esperamos que admita seus erros e que no mínimo se desculpe a todos, não existe espaço principalmente na comunidade do Hip Hop para pessoas desse tipo. Vale ressaltar que todas as provas colhidas que temos e as que colocamos aqui foram enviadas para o Ministério Público do Rio de Janeiro.

Todas as mensagens você pode pesquisar e ver com seus próprios olhos no Twitter de Bruno Guerra clicando aqui (Antes que ele apague) ou pelos prints abaixo clicando na imagem.

Confira e tire suas próprias conclusões sobre tudo isso.

 

Atualização: Após a publicação da matéria Bruno Guerra excluiu seu Twitter.