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Primeiro debate presidencial é criticado por falta de jornalistas negros, indígenas e da comunidade LGBTQIA+

capa eleições

Falta de diversidade no debate assusta e deixa pulga atrás da orelha das minorias do país.

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Na noite de ontem (28), aconteceu na Bandeirantes, Cultura, UOL. Folha de São Paulo, YouTube e Google, o primeiro debate televisionado com os candidatos à presidência da república. O evento teve a participação de seis candidatos: Lula, Jair Bolsonaro, Simone Tebet, Ciro Gomes, Luiz Felipe D’avila e Soraya Thronicke. Além dos confrontos diretos, os apresentadores e alguns jornalistas tiveram a oportunidade de questionar esses candidatos.

Porém, um ponto foi bastante debatido nas redes sociais. As pessoas notaram a evidente falta de jornalistas negros, indígenas e da comunidade LGBTQIA+ neste embate. Um encontro sem pessoas dessas comunidades na posição de candidato, nenhuma pessoa delas com a possibilidade de questionar os postulantes ao cargo de chefe do executivo, e nenhuma citação ao tema, trouxe esse grande desconforto. Como um debate pode ser feito sem que essas importantes partes da nossa comunidade possam participar e levantar questões relacionadas aos seus interesses no Brasil?

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Por exemplo, os candidatos Vera Lúcia e Leonardo Péricles, ambos negros, não foram convidados para o evento. Nenhum jornalista negro foi convidado para questionar os políticos presentes, mesmo com repórteres negros de qualidade na cobertura do tema em todos os canais de mídia e na imprensa independente. O mesmo pode ser dito da comunidade LGBTQIA+ e dos povos originários do Brasil.

Aliás, um dos temas cruciais no Brasil, o racismo estrutural, não foi citado pelos candidatos e jornalistas. Eles simplesmente foram ignorados e pautas como as lei das cotas, combate ao racismo e a desigualdade racial também não foram abordadas pelos candidatos.

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As causas da comunidade LGBTQIA+ também foram ignoradas pelos presidenciáveis e pelos jornalistas presentes. Sendo minoria na parte política, poucas vezes as pessoas da comunidade são ouvidas e tem suas vozes ouvidas, principalmente quando se trata de pessoas do poder executivo.

O assunto ficou entre os comentados do Twitter durante e após o debate.

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