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Professora leva hip hop para sala de aula e se surpreende com verdadeiros talentos

A professora de artes Thays Bases , professora da escola Estadual Adventor Divino de Almeida e a Escola Estadual Rui Barbosa acabou se surpreendendo com seus alunos ao trazer para as aulas da matéria de Arte Contemporânea o hip hop.

Passeando pelas suas quatro vertentes, o grafitti, o rap, o Dj e o street dance, Thays conta que os bagunçeiros das salas de aula eram os mais quietos e atentos das turmas. Entre fanzines, versos rimados, exibição de documentário e reprodução das letras do grafitti, os alunos se encantavam a cada encontro com a professora, que ao ensinar com um conteúdo interessante, descobriu que os jovens curtem muito todo este universo.

“Foi muito legal porque eu precisei pesquisar também para dar essa aula. Eles me ensinaram muito. Eu passava algumas referências mais antigas, como a música do rapper Sabotage e do grupo Racionais, e eles me atualizavam no que está fazendo mais sucesso hoje em dia”, diz.

“Eles precisaram escolher um rapper brasileiro e apresentar um trabalho sobre a vida dele e sobre seu trabalho”. Os alunos ficavam interessados e começavam a estudar o que as letras diziam para poder compor suas próprias poesias rimadas, outra atividade proposta por Thays.

E foi na hora de apresentar essas rimas que os talentos foram surgindo e a professora se surpreendeu. Um deles era Vitor Lopes Teles, do nono ano do Rui Barbosa. Ele já gostava de hip hop mas não tinha muito acesso às músicas. “E como a gente foi apresentado a alguns cantores tivemos que pesquisar. Eu achei muito interessante, gostei muito de alguns. Eu nunca tinha percebido que a letra em si é muito boa, são raps muito bons, o Sabotage, que eu só conhecia de nome, é muito fera”.

Ele diz ainda que muitos dos seus amigos se mostraram talentosos na música e no desenho. “O pessoal se empenhou bastante”. Para fazer sua poesia, Vitor diz ter se inspirado no grupo Hungria, da nova geração do hip hop. “Na postura deles mesmo”.

https://www.youtube.com/watch?v=HxPBVMzxnGs

Roberto Henrike foi um dos poucos que, mesmo com vergonha, implorava para que Thays o deixasse fazer um improviso na frente de todos da sala de aula. E foi falando sobre a sua realidade, sobre sua fé, mesmo tão jovem, que o menino se destacou.

“Tinha coisas que eu não sabia que me fizeram pensar com o rap. Na verdade, o hip hop em si te faz reletir.Me chamou mais atenção a parte da rima, já achava legal e via vídeos de batalhas, mas o que faltava era ligar tudo. Uma cultura inteira não mostra só a parte que agradam nas a parte que te faz mudar também”, diz ele.

https://youtu.be/zD-O-mAuAWU

Fonte: Campograndenews