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Rap Mais entrevista Djonga: “Eu sempre quis ser grande, já tinha isso dentro de mim desde sempre.”

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.

Encontramos com Djonga no Festival ‘Sons da Rua’, confira nossa conversa.

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Neste ano, o rapper mineiro Djonga foi um dos grandes nomes que mais ganhou ascensão na cena. Tanto pelo seu último single “A Música da Mãe” onde o artista aborda com criatividade o sensacionalismo social e também por seu último disco “O Menino Que Queria ser Deus”, que é considerado um dos melhores do ano, se não o melhor.

No ultimo final de semana, Djonga se apresentou no Festival ‘Sons das Ruas’, que aconteceu em São Paulo, ao lado de outros grandes artistas do rap nacional como Emicida, Rincon Sapiência, Alt Niss, Mano Brown e mais. A iD Prod, núcleo criativo de SP, fez a cobertura do evento e entrevistou Djonga com exclusividade para o Portal Rap Mais. Agora, temos uma visão do que se passa na mente do jovem artista de apenas 24 anos, que tem personalidade, muita firmeza na fala e um potencial de crescimento incrível.

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Confira abaixo.

Djonga no Festival Sons Da Rua // Fotografia: Kahmi

 

Salve mano, conta pra gente ai, quem é o Djonga?

Eu sou eu, caraí.
Boa!! Mas e no processo para construir quem você é hoje, teve alguma conflito de identidade ou de aceitação?
Eu tenho uma coisa essencialista, não sei se é real, saca? Mas me parece que o artista já nasce artista. Eu sou meio assim, desde sempre. Eu sempre soube que ia fazer alguma coisa diferente e grande, só não sabia o que.  Se fosse para eu ser bandido eu ia ser o patrão, se fosse para eu ser polícia, eu ia ser o coronel. Eu sempre quis ser grande, já tinha isso dentro de mim desde sempre.
Surgiram umas ideias na internet que você não escreveu seu disco com suas próprias ideias. Isso é verdade?
Impossível, eu escrevi tudo, na verdade mano, eu nunca nem aceitei dica de ninguém.
Mas por enquanto sou eu que escrevo sim, qualquer mudança eu aviso.
Por que ‘O Menino Que Queria Ser Deus?
Nós somos divinos né mano, tanto no sentido metafísico (tem hora que a gente realiza coisas que a galera nem acredita), tanto no sentido material (de criar, de fazer acontecer no dia a dia, ele queria ser Deus nesse sentido de criação) de manipular as energias, pro bem ou pro mal, cada um escolhe.
‘O Menino Que Queria Ser Deus’, imagino que já está sendo Deus, mas e o que você quer daqui pra frente?
 Vou ter que abrir uma igreja com o meu nome (risadas), tô zuando, mas tô falando sério, sou contra a adoração de mestres e ídolos, não gostou muito disso saca? Eu sou meio anarquista, eu acredito no desprendimento total de certas coisas, inclusive na construção coletiva inclusive com nossos mestres numa espécie de hierarquia horizontal. O que eu eu quero daqui pra frente é que se disco “O menino que queria ser Deus” foi importante para mudança de 10 milhões de pessoas, que o próximo seja importante para 30 milhões de pessoas, sacou? Eu quero alcançar mais gente, sem hipocrisia nenhuma. Tanto para me estabilizar financeiramente, dar um futuro melhor pro meu filho e pra galera da minha área. Pra poder fortalecer todos os movimentos que eu acredito na minha quebrada e no Brasil inteiro, tanto no quesito psicológico de saber e ter no meu coração que as pessoas que ouvem a minha parada estão no caminho certo. O caminho que pelo menos eu acredito que é certo e que tomara que elas também acreditem que é certo! A construção é coletiva, não pode ser vertical, ela tem que ser horizontal.
Djonga no Festival Sons Da Rua // Fotografia: Kahmi
MARCADO: