O rapper Lil Mari, de Chicago, foi morto a tiros na noite de terça-feira (22), segundo informações confirmadas pelo canal No Jumper e por veículos locais.
O crime aconteceu poucos dias após o artista publicar um vídeo no local exato onde outro nome da cena drill da cidade, BloodHound Q50, havia sido assassinado, fazendo deboches sobre a emboscada contra o rival.
A polícia de Chicago abriu uma investigação para apurar a morte de Lil Mari, mas nenhuma prisão foi realizada até o momento.
As autoridades ainda não confirmaram oficialmente se a gravação motivou de forma direta o assassinato do músico, embora a retaliação seja uma das principais suspeitas na repercussão da cena local.

Sequência de violência na cena drill de Chicago
O assassinato que antecedeu a morte de Lil Mari ocorreu na madrugada de 13 de setembro. Na ocasião, BloodHound Q50 (nome artístico de Mikquale T. Cooper, de 22 anos) foi alvejado dezenas de vezes dentro de um veículo em um posto de gasolina da rede BP no bairro Fuller Park, no South Side de Chicago.
Q50 era ligado ao coletivo BloodHound, havia lançado recentemente o projeto Get Back or Die Trying e era aliado de Bloodhound Lil Jeff, rapper assassinado a tiros em junho de 2024.
Pouco tempo depois do ataque em Fuller Park, Lil Mari gravou imagens no mesmo posto de combustíveis ironizando a morte de Q50. A gravação viralizou e elevou a tensão entre grupos rivais na cidade.
Um caso semelhante ocorreu em 2023 durante a investigação sobre o assassinato do rapper BTB Savage, que também foi morto a tiros horas após publicar fotos zombando de uma cena de crime ligada a um rival.
A polícia de Chicago mantém os inquéritos de ambos os homicídios sob apuração ativa, contando com imagens de câmeras de segurança, mas ainda não localizou suspeitos de nenhum dos dois ataques.






