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Regulamentação dos cassinos no Brasil poderia auxiliar na promoção de atividades artísticas

Vinicius Voutsinas

O dinheiro arrecadado pode não só alavancar a economia, como também promover diversas atividades artísticas

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A regulamentação da jogatina no Brasil é um assunto que vem sendo discutido entre intelectuais e no meio político há algumas décadas, e aos poucos estamos avançando com o tema. Em entrevista conjunta, o professor titular da Escola de Artes, Ciências e Humanidade da Universidade de São Paulo (EACH-USP), Ricardo Ricci Uvinha, e o professor titular da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP), Rubens Russomanno Ricciardi, chegaram à conclusão de que, se a jogatina fosse regulamentada em território nacional, o dinheiro arrecadado pode não só alavancar a economia, como também promover diversas atividades artísticas, sejam elas locais ou regionais, como a Festa Junina e o Carnaval.

Eles acreditam que essas manifestações culturais seriam um ótimo complemento para o rico cardápio de entretenimento presente no país, e que atrairia mais investimentos e turistas para as cidades-sede desses empreendimentos. Segundo os professores, os cassinos também podem aproveitar o talento artístico dos jovens e promover eventos musicais. Sendo que esses estabelecimentos de jogatina, ao saírem da clandestinidade poderiam ser um importante parceiro dos universitários, realizando cursos de Lazer e Turismo, Sistemas de Informação, Música, entre outros.

Incentivadores de arte

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Eles também aproveitaram para relembrar como os cassinos promoviam as atividades musicais antes da sua proibição no país. Para os professores, a condição do entretenimento através da arte não tem como ser ignorada nesses locais, já que os estabelecimentos de jogatina em todo o globo costumam ter espaços criados especificamente para a apresentação de artistas. Sendo que no Brasil, antes da proibição desses estabelecimentos, haviam orquestras de até 60 músicos se apresentando nas casas de jogos. Com isso em mente, a regulação da prática traria mais um novo posto de trabalho para maestros, músicos instrumentistas e cantores. Outro ponto abordado na entrevista seria a importância dos cassinos para o entretenimento local, já que durante um bom tempo no país, muitos empreendimentos famosos foram construídos para abrigar essa modalidade de jogo, um exemplo sendo o icônico Palácio Quitandinha, feito em 1944 na cidade de Petrópolis, e que até hoje é um importante atrativo turístico da Serrana Fluminense.

Em toda a entrevista, os professores ressaltaram como a jogatina e a música podem andar de mãos dadas. A título de comparação, eles citam os cassinos que estão presentes em cruzeiros que navegam em águas brasileiras (que são autorizados a funcionar) e atraem um grande público. Nesses navios as atividades artísticas estão diretamente atreladas aos jogos, criando uma experiência potencializada de lazer e entretenimento, assim como nas plataformas online como o cassino bet365, que oferece algo semelhante, mas com o benefício de você poder aproveitar do sofá de casa uma seleção dos principais games do mercado e ainda ter acesso a ótimas ofertas.

Os professores também exaltaram hotéis brasileiros como o Copacabana Palace, que incentivou a apresentação e até mesmo abrigou artistas ilustres, como Frank Sinatra. Há também vários registros de performances icônicas de Carmem Miranda e Ary Barroso em palcos montados nas casas de jogatina antes da proibição da prática. A regulamentação dos cassinos no país, além de trazer uma quantidade significativa de dinheiro para as cidades-sede desses estabelecimentos, seria também uma opção viável de entretenimento, arte e lazer, para a população brasileira.

Música brasileira seria prioridade

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De acordo com os professores, assim que os jogos de azar fossem regulamentados, poderia-se criar uma lei que priorizasse os repertórios musicais brasileiros nos estabelecimentos, principalmente com música ao vivo. Os estudiosos veem uma grande importância em se valorizar a música local, não só a atual, mas de todos os períodos da nossa história. Já que o Brasil tem uma produção musical rica desde o período colonial, possuindo vários gêneros, que varia desde a ópera ao batuque, modinha, e estilos mais populares.