Publicidade

Sobe Junto: Bonde da Gabriellê é o grande campeão do reality de Rap da Budweiser

Vinicius Voutsinas

Gabriellê mostrou todo seu talento e superou os mais diversos desafios para se tornar a grande campeã do Sobe Junto com seu Bonde

Publicidade

Após vários desafios vivenciados e conselhos precisos recebidos pelos artistas, o reality de rap Sobe Junto da Budweiser chegou ao fim com os bondes das artistas Gabriellê e Kiara na grande final do programa. Foram seis bondes participantes do reality, e eles enfrentaram diversos desafios. A cada semana, um grupo saiu de cena até a definição do grande vencedor O bonde vencedor se tornou embaixador da marca, fazendo parte das iniciativas de Bud e tendo a chance de se apresentar nos diversos eventos patrocinados pela marca no Brasil e no mundo.

Apresentado por Thamirys Borsan e Froid, além de contar com BK e Tássia Reis como jurados fixos. O reality ainda tem mentores e mentoras convidados, que ainda possuem o papel de avaliar os grupos: Gloria Groove, Xamã, Rincon Sapiência, MC Carol, Bia Ferreira, Filipe Ret e Rico Dalasam. No último episódio os convidados foram Rincon e Rico.

Bonde da Gabriellê
Publicidade

Na grande final, o desafio para os bondes foi gravar um videoclipe, onde eles teriam que transformar tudo o que colocaram em suas músicas em um projeto visual que representasse toda a ideia das faixas. Depois de trabalharem duro na produção do audiovisual para suas músicas, que foram acompanhadas pelos jurados, os bondes tiverem que apresentar os videoclipes.

Os jurados tiveram dificuldade para escolher seus votos, já que os Bondes de Gabriellê e Kiara mandaram muito bem no desafio. Porém, após uma conversa séria, chegou a hora dos jurados BK, Tássia Reis, Rincon Sapiencia e Rico Dalasam, além dos apresentadores Froid e Thamirys, anunciaram o grande vencedor do Sobe Junto da Budweiser.

No final das contas, Gabriellê se tornou a grande campeã do reality show e com isso se tornou a nova embaixadora da Budweiser. A artista mostrou todo seu talento e superou os mais diversos desafios para se tornar a vitoriosa do reality da Bud ao lado do seu também talentoso Bonde. Kiara ficou em segundo lugar. 

Publicidade

Abaixo você confere uma entrevista completa com Gabriellê para conhecer mais detalhadamente sua vida, carreira e próximos passos na música.

Me fale sobre o seu início de carreira, como começou na música e quando percebeu que era isso que queria fazer da vida.

“A minha família é bem musical, meu pai já foi trombonista quando mais jovem, meu avô foi regente e compositor da igreja que ele frequentava, minha avó canta em coral, minha mãe sempre ouviu muita música e faxinava a casa cantando, então, eu sempre estive rodeada de música. A minha paixão por música vem desde que eu me entendo por gente, minha memória afetiva sempre me remete a como eu gostava de ouvir as músicas do Michael Jackson, que minha mãe também era fã, e como eu amava cantar. O povo da periferia do Ndee Naldinho com meu pai, e por aí vai.”

Durante um período da adolescência, eu passei a frequentar uma igreja evangélica, entrei para a banda para cantar e iniciei também no teclado como autodidata, dali me surgiu o interesse de estudar mais, para me aprimorar, até que eu descobri que existia um curso de canto gratuito que era na ETEC de Artes e decidi tentar. Aos 15 anos, então, comecei a estudar canto popular na ETEC de Artes e, desde lá, nunca mais saí do universo musical, passei a dar aula de música e essa se tornou a minha principal renda durante os últimos anos. Em 2018, foi quando de fato eu comecei a frequentar batalha de freestyle e descobri que eu também queria fazer aquilo, lembro da minha primeira batalha que foi na Batalha Dominação na São Bento, e eu batalhei contra a Brisa Flow.

Desde lá, o freestyle entrou de vez na minha vida e a cultura hip hop, hoje em dia, é onde eu me sinto realmente em casa e pertencente. A princípio, quando eu comecei a estudar música, era despretensiosamente, não imaginava que pessoas vindas de onde eu vim poderiam escolher aquela profissão, era algo que eu considerava inalcançável, estudava porque gostava daquilo. Mas, com o tempo, eu fui vendo como fazer minha renda, e dar aulas foi a maneira que eu encontrei de me manter e conseguir juntar uma grana para depois investir nos meus primeiros lançamentos musicais, tendo a minha estreia no ano de 2019 com o single e videoclipe Fúria.

Resposta: Gabriellê

Quais são suas maiores inspirações e influências?

“Eu tento ao máximo estar sempre atenta ao que é produzido por artistas periféricos, pretes, LGBTQIA+. Nem tudo chega até nós, então, é preciso sempre estar pesquisando pra ficar antenada em tantos artistas incríveis que tem por aí. Minhas influências dentro da música são diversas, como Elza Soares, Tracie Chapman, Karol Conká, Monna Brutal e muitas outras pessoas, bem como artistas que fazem parte da minha vida e que são amizades que tenho como referência.”

Resposta: Lili Black

Como define a sua sonoridade?

“Desde nova, sempre fui eclética (risos), gosto de ouvir diversos estilos musicais e diferentes artistas que vão desde de Djavan, Gilberto Gil, Fundo de Quintal a Racionais, Erykah Badu, Elza Soares, Liniker. Sou apaixonada pela música brasileira e também pela black e soul music, e acredito que o meu trabalho expresse uma junção disso. No meu primeiro álbum, intitulado Bugada que será lançado esse ano, quero trazer essa mistura e versatilidade que me compõe, trazendo músicas que passeiam pelo neo soul e rap com uma certa brasilidade.”

Resposta: Gabriellê

O que acha que o seu trabalho traz de diferente para a cena?

“Eu, Jazz, acredito que meu trabalho enquanto produtora cultural, artística e fotógrafa, traz a possibilidade de organizar algo que não existe dentro de territórios que não possuem incentivo à arte. Minha intenção é potencializar o que já tem vida dentro de cada um, a fotografia é transformar em visual a beleza de tudo. Cada pessoa se enxerga de uma maneira e isso acontece com quem trabalha registrando tudo o que acontece ao seu redor. Amo mostrar como é grandioso a composição de cada ser existente. A cena preta é linda demais para ficar registrada apenas em memória, precisamos desses registros para resgatar na memória a grandeza desses momentos, isso não poderia ser deixado para trás. Profundamente falando, nossos registros foram apagados da história, então, que seja por meio do meu trabalho e de outras pessoas comprometidas com isso que hoje que ela seja registrada, para que no futuro sejamos lembrados também e possamos nos orgulhar disso.”

Resposta: Jazz Oliveira

Como formou seu Bonde para o Sobe Junto? Conte um pouco sobre eles.

“Para compor meu bonde do Sobe Junto, a minha estratégia foi chamar pessoas que eu acreditava no corre e sabia que seriam potências junto comigo ali no reality, mas também fui por uma relação de proximidade, juntei os dois, as qualidades de cada um com a amizade, e chamei amigos e parceiros de corre para compor o meu bonde. O Fabricio, eu conheci 7 anos atrás, quando nós estudávamos música na Etec de Artes, nessa mesma época chegamos a tocar em alguns bares e eventos na formção “voz e violão” para fazer uma grana. Em 2018, quando comecei a frequentar a Batalha Dominação, conheci e me aproximei de Jazz e Lili e, desde então, somos tanto amigas como incentivadoras uma da outra nos nossos corres na música e produção artística. Para formar meu bonde, pensei no quanto seria incrível ter a Lili que é beatmaker e também MC somado ao conhecimento musical de Fabricio, que é músico, arranjador e produtor, além da Jazz que tem a expertise em produção artística e também em fotografia, formando assim um bonde incrível que já fazia parte da minha vida.”

Resposta: Gabriellê

Qual a importância de um projeto como o Sobe Junto para a cena e como foi participar?

“Sabemos de diversas barreiras que nós, artistas independentes com nossas especificidades, temos de enfrentar, então, tudo que vem para somar e nos dar oportunidades é muito bem-vindo e necessário. O Sobe Junto é o primeiro reality de música voltado ao Rap e isso é novo por aqui, é pioneiro. Que projetos como esse sejam cada vez mais frequentes, porque tudo que queremos é investimento e acessos para nos profissionalizarmos. Participar dessa experiência foi surpreendente, a cada dia grandes novidades e desafios. Tivemos de lidar com a intensidade dos nossos sentimentos e buscar o equilíbrio a todo momento, para permanecermos focados em todas as fases. A união e ouvidos atentos foram primordiais para que passássemos por cada etapa, assim como a felicidade de estar vivendo tudo aquilo.”

Resposta: Lili Black

Como foi a experiência de chegar até a final do programa? O que você tirou como maior aprendizado?

“Sempre conversamos muito para pensar em cada passo dado, desde estratégias, posicionamento, conceito e imagem que o bonde passaria. Antes, durante e após cada prova, o nosso processo se mantinha vivo, aberto às dicas dos jurados, pois percebemos que tudo o que era apontado por eles tinha um peso imenso para o julgamento do resultado final, e o retorno sobre os aspectos a serem lapidados também era uma oportunidade de refinar ainda mais o trabalho, pois vinha de artistas que são nossas referências. Ao passar por cada prova, o bonde foi acreditando ainda mais nas estratégias, sempre usando o artifício da escuta e prática.

Quando no quarto episódio tivemos a notícia de estar na final, foi uma realização e uma alegria indescritível, a ficha não caia de jeito algum. Mas quando caiu, pudemos sentir ainda mais a solidez de toda a trajetória e nos preocupamos em botar em prática o que já havia sido planejado para complementar a mensagem da música com o conceito visual.

Levamos muitos aprendizados de toda a experiência, dentre eles, a nitidez de que nossa arte é muito potente e que através dela é possível romper barreiras e ocupar lugares que acreditávamos ser inacessíveis.”

Resposta: Fabricio Mascate

Quais seus projetos futuros? Tem lançamentos chegando por aí?

“Nesse ano de 2022, nós lançaremos álbuns individuais e também colaborações/feats. A Gabriellê, vai lançar o seu primeiro álbum da carreira que traz uma mistura de neo soul, rap e música brasileira intitulado “Bugada”, já a Lili Black vai lançar o seu primeiro EP intitulado “Circunstâncias”, e eu, Fabricio Mascate, o primeiro álbum que traz a sonoridade da música popular brasileira, contendo ritmos que vai desde a música caipira e baião à música erudita, se dividindo entre canções e composições instrumentais, intitulado “Flor e Ser”, contando com a participação de Gabriellê em uma das faixas.

Além disso, a Gabriellê é fundadora e diretora artística do selo musical Gaba Music que trabalha com produção artística e tem alguns projetos para esse ano de 2022, onde Jazz também atua como produtora. Gabriellê e Lili lançarão seu álbum e EP pelo selo Gaba Music, além disso, Jazz pretende continuar trabalhando em projetos artísticos e como fotógrafa em trabalhos que exaltem a cultura negra e periférica.”

Resposta: Fabricio Mascate