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Spinardi denuncia esquema de chantagem e admite que acusações envolvendo morte de Mc Kevin foram feitas sob coação

O desabafo ocorre após a prisão do empresário “Dom” nos EUA e investigações sobre mortes de funcionários em Heliópolis
Spinardi denuncia esquema de chantagem e admite que acusações envolvendo morte de Mc Kevin foram feitas sob coação

O fim do coletivo Damassaclan foi anunciado oficialmente pelo rapper Spinardi. Em um forte desabafo publicado em suas redes sociais, o artista revelou que cogita abandonar a carreira musical após sofrer ameaças de morte e perder o controle da marca para um empresário que se apresentava a ele como ‘Miguel’,  cuja verdadeira identidade é Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido também como ‘Dom’

O artista relatou que o acesso à conta oficial do Damassaclan foi cortado e a página hackeada por Dom, que passou a fazer publicações e acusações em seu nome. Spinardi afirmou ter sido coagido a gravar vídeos e realizar postagens sob extrema pressão psicológica, inclusive mencionando o episódio em que foi forçado a associar Gugu 4M à morte de MC Kevin.

“Fui completamente coagido a fazer e obrigado de uma maneira rígida, pensando que eu morreria. Não tenho vergonha nenhuma em dizer isso”, declarou no vídeo.

O empresário apontado por Spinardi foi preso no dia 5 de junho de 2026 pela polícia de imigração dos Estados Unidos (ICE) em Mooresville, na Carolina do Norte. Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, o “Dom”, era alvo de um mandado de prisão internacional da Interpol por extorsão e associação criminosa no Brasil.

Durante a captura, que ocorreu após uma perseguição policial, as autoridades americanas apontaram Dell Aquilla como suposto ex-líder das facções no Brasil, embora órgãos de inteligência brasileiros tenham demonstrado ceticismo sobre a relevância dele na hierarquia dessas organizações.

Os problemas com as acusações ficaram mais pesadas no final de maio de 2026, quando a Polícia Civil de São Paulo localizou os corpos de três homens em um cemitério clandestino em Heliópolis, na Zona Sul da capital. Entre as vítimas estava Werlen Moitinho Vieira, gerente da produtora.

Na ocasião, uma postagem no perfil oficial do coletivo, posteriormente apagada,  afirmava que o funcionário havia sido assassinado devido as acusações que estavam sendo feitas no perfil, hipótese descartada inicialmente pelos investigadores do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Essa é uma das publicações que o artista afirma ter feito sobre pressão.

No pronunciamento, Spinardi também mencionou que outros nomes da cena enfrentaram situações semelhantes de opressão e chantagem sob a mesma gestão. Ele citou nomes como NaBrisa, Menotody, TZ da Coronel e o produtor Caio Passos como profissionais que tiveram suas vidas e carreiras prejudicadas por ameaças e terror psicológico.

Sem estímulo para continuar vivendo de arte, Spinardi explicou que pretende focar na recuperação de sua saúde mental com acompanhamento médico e analisar propostas de trabalho em outros setores. O artista terminou dizendo que, de sua parte, o assunto está encerrado.

“Prefiro preservar o legado histórico do Damassaclan a tentar reconstruir o coletivo do zero neste momento. O desgaste emocional e físico foi grande demais, e agora minha prioridade é cuidar de mim…. O Damassaclan foi a minha vida por uma década, mas hoje a minha prioridade é a minha saúde. De minha parte, o assunto está encerrado e busco apenas seguir em frente”

Veja o video a baixo.

Fellipe Santos
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