T-Pain detona ganhos por streaming e revela por que decidiu vender catálogo musical

O cantor e produtor criticou os repasses irrisórios das plataformas digitais e explicou a escolha de proteger a estabilidade de sua família.

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.

Rapper desabafa sobre desvalorização das músicas nas plataformas e explica decisão financeira para proteger os filhos

T-Pain criticou duramente o modelo de remuneração das plataformas de streaming e explicou o motivo de ter decidido vender o seu catálogo musical.

Em um video onde aparece conversando em uma live, o artista desabafou sobre a desvalorização do trabalho dos músicos ao longo dos anos e destacou que a mudança no consumo de música tirou a autonomia dos criadores sobre o preço de suas próprias obras.

Ao relembrar o surgimento do modelo atual de mercado, o cantor e produtor destacou que os artistas não foram consultados sobre os valores praticados.

“Em 2015, o streaming começou. Quando o streaming começou, ninguém nos disse, ou ninguém chegou para nenhum artista e disse: ‘Ei, nós vamos colocar suas músicas nas plataformas de streaming. Quanto você quer que sua música custe?'”, afirmou.

T-Pain detalhou a queda drástica do faturamento das faixas após a consolidação do formato digital.

“De repente, do nada e sem o consentimento de ninguém, toda a nossa música passou de um dólar por música para $0,003 por reprodução. Ninguém nos perguntou nada”, explicou o artista, ressaltando que o valor do seu catálogo diminui continuamente sem qualquer interferência de sua parte.

A preocupação com o futuro financeiro de sua família foi o ponto determinante para a decisão de negociar os direitos de suas obras.

“Você acha que eu quero deixar isso para os meus filhos? De todas essas coisas que eu contei para vocês que aconteceram comigo nesta indústria, você acha que vou deixar a vida e o futuro dos meus filhos nas mãos da indústria da música? Você tá de brincadeira comigo. Eu tenho que dar um jeito nisso”, desabafou.

Para o artista, garantir uma quantia definitiva no presente é mais vantajoso do que depender dos repasses incertos do mercado fonográfico a longo prazo.

“Eu sei exatamente o que eu quero, sei exatamente o quanto eu quero agora, sei exatamente do que precisaria para viver o resto da minha vida. E se eu conseguir isso, e estiver satisfeito com isso, e estiver contente, não fico procurando por mais”, concluiu.

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