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The Game defende lealdade a Drake e revela que Kendrick não atende suas ligações

Durante a festa de lançamento do disco 'The Documentary 3', o rapper de Compton também desabafou sobre a falta de contato com Blacc Sam, irmão de Nipsey Hussle.

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.
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Durante a festa de lançamento do seu 11º álbum de estúdio, ‘The Documentary 3’, realizada no fim de semana, The Game discursou no palco sobre sua posição na cena hip-hop e sua relação com grandes nomes da indústria. Em vídeos divulgado nas redes, o rapper de Compton explicou as razões de manter sua lealdade a Drake, presente no novo projeto na faixa ‘No Brakes’, e abordou o distanciamento com Kendrick Lamar e a gravadora TDE.

Ao falar sobre seu passado com a cena de Los Angeles, The Game lembrou que foi um dos primeiros nomes consolidados a dar espaço para Kendrick Lamar no início da carreira, convidando o artista para mixtapes e turnês no final dos anos 2000.

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“Eu coloquei o Kendrick em lugares onde eu queria estar, onde eu gostaria que outros caras tivessem me colocado. Eu não pedi nada em troca… O Top Dawg queria me dar metade da TDE… Então eu tenho amor por esses caras”, declarou o rapper no evento.

Apesar da ligação histórica com a Califórnia, The Game justificou por que se recusa a tomar um lado contra Drake após os recentes embates na cena. Ele pontuou que o canadense sempre esteve ao seu lado e retribuiu a amizade com gestos de consideração com sua família.

“Quando esse cara, o Drake, entrou na cena, ele se adaptou a mim. Nós nos aproximamos. O Drake está nos meus álbuns desde lá atrás… Eu não me viro contra os meus amigos. Se o Drake está na cidade e tem um show, e meus filhos querem ir e eu ligo pra ele, o cara coloca eles onde eles quiserem estar, com todos os amigos deles, e cuida deles. Eu não posso virar as costas para um cara assim”, explicou.

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O artista ressaltou que manter a aliança com Drake não significa desrespeito a Kendrick Lamar ou ao fundador da TDE, Top Dawg.

“E eu não quero que um cara que eu ajudei a introduzir na cena, como o Kendrick e o Top, sintam algo sobre as minhas decisões, sobre o que eu faço como um sujeito homem. Eu fui sujeito homem com vocês, e sou sujeito homem com ele”, afirmou.

Apesar de manter portas abertas com Top Dawg, com quem disse conseguir falar normalmente ao telefone, The Game revelou que não tem conseguido contato com Kendrick Lamar e nem com Blacc Sam, irmão e gestor do espólio do falecido Nipsey Hussle.

“Eu saí na porrada com meus próprios manos para levar o Nipsey Hussle em turnê. Mas não consigo entrar em contato com o Blacc Sam para trocar uma ideia. Eu não entendo isso. Eu coloquei o Kendrick na primeira mixtape dele, levei o Kendrick em turnê, mostrei nada além de amor ao Kendrick. Mas não consigo falar com ele no telefone”, revelou o rapper, que sempre foi associado aos Bloods enquanto Nipsey era um Crip.

O rapper fez questão de enfatizar que a falta de comunicação atual não significa a existência de um conflito real entre eles. “Não vou ligar para o cara todo dia, não sou vacilão. Só estou deixando claro que não tem briga, para que você ouça da minha voz e não haja intermediários entre nós”, concluiu, mencionando ainda que mantém uma relação de fraternidade com Dr. Dre.

O disco ‘The Documentary 3’, lançado na sexta-feira (21), marca os 21 anos de estreia do seu clássico ‘The Documentary’ (2005). O projeto conta com 24 faixas e traz participações de Kanye West, Lil Wayne, Snoop Dogg, Black Thought, YG e Tyga, além de Drake.

Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.
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