O crescimento do trap em meio as plataformas de música é notável, porém, ainda falta um longo caminho para que gênero ultrapasse o sucesso do sertanejo.
Como apurado pela POPline, o gênero musical “trap” no Brasil não conseguiu superar o sertanejo universitário ao ponto de se tornar o mais ouvido no Spotify Brasil em maio, como várias páginas e veículos divulgaram. Essa informação incorreta é baseada apenas no aumento do número de rappers nas primeiras posições do Top 50 Brasil, que mostra as músicas mais ouvidas diariamente pelos brasileiros na plataforma.
Em maio, apesar dos grandes lançamentos de rap, o ritmo ficou em sexto lugar no país, ainda atrás de arrocha, sertanejo, agronejo e pop. No entanto, ainda há motivos para comemorar. No mesmo período, o trap registrou um crescimento de 7% no Spotify – um número significativo considerando a quantidade de gêneros e subgêneros catalogados pela plataforma.

Na época, projetos como o EP “Contradições” do KayBlack e o álbum “Dos Prédios Deluxe” do Veigh dominaram as primeiras posições dos rankings das músicas mais ouvidas no tocador. Além disso, o retorno de Matuê com o single “Conexões de Máfia” e a repercussão do álbum “Little Love Deluxe”, de Cabelinho, também contribuíram para a presença do gênero nas paradas de sucesso.
De maneira geral, a presença do trap, entre as mais ouvidas tem aumentado nos últimos meses devido a sucessos como “Novo Balanço”, “Tá Ok”, “Conexões de Máfia” e “Cartão Black”, entre outros. No dia 23 de maio, três músicas de artistas de trap estavam entre as cinco mais ouvidas no Top 50, competindo com os sucessos de Ana Castela e Israel e Rodolffo. Apesar dessa frequência e destaque, o gênero não foi o mais ouvido na plataforma.
O sertanejo e o sertanejo universitário, por serem gêneros musicais mais antigos, possuem uma grande quantidade de músicas e artistas registrados na plataforma, o que contribui para a manutenção da liderança. Além disso, há tradicionalmente um investimento maior em artistas desse nicho. Enquanto isso, o trap brasileiro expressa a linguagem da juventude e ganhou relevância nos últimos cinco anos.






