Pausa no editorial para dar um biscoito para o Marechal

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Que Marechal é um dos nomes mais respeitados da cena, qualquer um que entenda minimamente de RAP sabe. Exatamente por isso, causou muita estranheza aos fãs e principalmente às fãs mulheres uma postagem recente no Instagram, onde fazendo um trocadilho entre Grammy e gremlins ele finaliza com “batendo uma pra @anitta no banho”, inclusive marcando a mesma na postagem.

Até o momento Anitta não se pronunciou sobre o ocorrido, mas para centenas de fãs o discurso de cunho machista não passou batido, inclusive com muitas Mc’s indo reclamar na foto do artista e ressaltando o caráter machista da postagem, ao abordar a sexualização de uma mulher de maneira banal.

Não foi o que a rapper Taz Mureb fez.

A Mc carioca postou em seu perfil pessoal do Facebook a foto do rapper com a legenda: “Aquelas horas que você se decepciona” e o Marechal foi um dos primeiros a comentar a postagem oferecendo-se a ajudar de fato o trabalho da mesma e passando um contato.

Após este breve diálogo no FB, o próprio MC Marechal postou em seu Snapgram o conteúdo da postagem e inclusive de uma DM entre ambos, onde ao ser questionado se eles fariam um som o Mc respondeu: “Podemos fazer mais que isso”.

O Mc também passou seu e-mail e disse que o mesmo vale para todas as minas da cena, incentivando-as à enviarem seus trabalhos para parcerias futuras com um dos principais nomes do RAP no país.

Taz Mureb é idealizadora do Rap Di Mina e da Liga Feminina das Mc’s e muitas minas estão ansiosas por projetos que impulsionem e incentivem os trabalhos das mulheres em todo o país.

Marechal é conhecido por seu compromisso com o RAP e temos certeza que não foi só uma promessa em vão. As minas estão crescendo exponencialmente no mercado e este diálogo com os precursores só fortalece a cena de maneira geral e justa.

Reconhecer as vozes de protesto femininas como legítimas e buscar uma ação positiva a partir disso é o que se espera na luta pela igualdade de gênero, e nisso o Marechal acertou, ao não fechar os ouvidos para as críticas e buscar o diálogo com vozes representativas do movimento feminista dentro do RAP.

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