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Emicida, Budah, Dexter, Xamã e mais vão se reunir para homenagear Erasmo Carlos em novo disco

Time de peso foi convidado para participar da grande homenagem ao Tremendão.

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O rap nacional se prepara para homenagear um dos maiores ícones da música brasileira. No dia 5 de junho de 2026, chega às plataformas de streaming o álbum “Mano”, um projeto de oito faixas que traz releituras inéditas de canções de Erasmo Carlos.

O trabalho faz parte das comemorações oficiais dos 85 anos de nascimento do Tremendão, que faleceu em 2022. O time de peso escalado para o disco conta com Emicida, Marcelo D2, Criolo, Dexter, Xamã, Budah, Rael, Tasha & Tracie e Tássia Reis.

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Além do lançamento do álbum, as celebrações do aniversário do cantor incluem uma apresentação especial da Orquestra Imperial, grupo carioca que revisita o repertório de grandes compositores nacionais.

Parceria de longa data abre o disco

Emicida é o responsável por abrir o álbum com uma homenagem direta ao antigo parceiro, com quem já havia trabalhado na faixa “Termos e Condições”, do disco Língua Franca (2017). “Esteja onde estiver, tamo junto, essa é pra você!” A frase é dita pelo paulista antes de iniciar seus versos, que trazem um sample da faixa “É Preciso Dar um Jeito, Meu Amigo” no refrão. A canção original, gravada em 1971, ganhou forte destaque recente ao integrar a trilha sonora do filme “Ainda Estou Aqui” (2024).

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O projeto foi idealizado por Léo Esteves, filho de Erasmo Carlos e administrador do acervo do artista, ao lado do produtor musical Marcus Preto. O objetivo da dupla foi destacar a fase mais experimental e autoral do compositor, concentrada na década de 1970.

A proposta de criar um álbum de remixes tradicionais foi descartada para dar lugar a um formato de dueto virtual. Segundo os realizadores, as novas letras escritas pelos convidados dialogam diretamente com os temas existenciais das composições originais de Erasmo.

Os fonogramas utilizados na produção pertencem aos clássicos discos “Carlos, Erasmo” (1971), “Sonhos e Memórias – 1941/1972” (1972) e “Projeto Salva Terra!” (1974).

Vivências pessoais e formato físico

Os artistas convidados trouxeram suas próprias bagagens para as faixas do projeto. Marcelo D2 ficou responsável pela nova versão de “Maria Joana”, música que aborda abertamente o consumo de cannabis. “Tem tudo a ver comigo, né?”, brincou o músico.

D2 destacou a originalidade de Erasmo Carlos como uma influência direta para a sua própria geração. No restante do repertório, a capixaba Budah divide o microfone com o cantor em “Cachaça Mecânica”, enquanto Criolo e Tássia Reis participam da releitura de “Gente Aberta”, que resultou na faixa “Imensamente Visceral”.

Além do lançamento no formato digital no início de junho, o álbum “Mano” ganhará uma versão física em vinil ainda no segundo semestre de 2026. O cronograma de lançamentos do espólio prevê também a reedição em LP do clássico álbum “Sonhos e Memórias – 1941/1972”.

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